quinta-feira, 8 de maio de 2014

A disfagia é causada por doenças neurológicas como os acidentes vasculares encefálicos (AVE), associada a doenças neuromusculares ou ainda por câncer nas regiões da cabeça ou pescoço, entre
outras causas. O problema para deglutir apresenta 
vários sinais ou sintomas, que nem sempre são percebidos.

A família deve ficar atenta caso o paciente apresente os seguintes sinais e sintomas do distúrbio que pode ocorrer antes, durante ou após a deglutição:

 engasgos com saliva ou alimentos;
 deglutição demorada;
 deglutir várias vezes o mesmo bolo;
 retorno do alimento para a boca;
 permanência de resíduos na boca;
 perda de peso;
 baba excessiva após a refeição;
 pigarro ou tosse após a refeição;
 rouquidão ou mudança da voz após a refeição ;
 infecções respiratórias de repetição;
 dificuldade de mastigar por uso de prótese dentária;
 cansaço após alimentar-se;
 presença de febre;
 modificação do nível de consciência (por desidratação)

Podem aparecer as queixas de “garganta arranhando” ao engolir e a sensação de queimação após a refeição, que estão associadas à presença de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Estes sintomas também devem ser comunicados à equipe, pois necessita do tratamento com brevidade para não causar outras complicações, principalmente no paciente disfágico, que pode aspirar o refluxo.

COMO A FAMÍLIA PODERÁ AUXILIAR?

As condutas específicas variam de acordo com cada caso, mas existem orientações básicas ao alimentar-se um paciente que apresenta disfagia e devem ser seguidas pela família e/ ou pelo cuidador. Devem ser observadas as consistências dos alimentos liberadas pela equipe, o que será decidido, principalmente, após a avaliação fonoaudiológica e/ou exames objetivos da deglutição. Serão passadas orientações que devem ser seguidas durante todas as refeições do paciente.
Em alguns casos, o paciente não poderá receber líquidos finos, o que inclui a água e, para que não se desidrate, será necessário “engrossar” a água, o café, os sucos, outros. Normalmente, os “espessantes”, ou substâncias que engrossam os líquidos, apresentam dosagens estabelecidas nas embalagens para garantir
determinada consistência, o que auxilia a preparação da refeição. Os alimentos sólidos podem ser amassados, liqüidificados ou amaciados com líquido para adequar a consistência aceita pelo paciente. São também utilizados espessantes após liquidificar o sólido para garantir a consistência segura para o paciente
deglutir.
É importante que o estado nutricional geral e a hidratação do paciente sejam acompanhados pela equipe de nutrição. Sinais de desidratação incluem pele ressecada, ausência de suor e, às vezes, alterações no estado mental.

Exemplos de consistências:
 Pastosos: purês, mingaus
 Líquidos: sucos, café, chá
 Néctar: suco de ameixa, suco de mamão
 Líquidos engrossados: gelatina diluída, iogurte
 Semi-sólidos: amassados em pedaços, picados
 Sólidos: carnes, frutas

Por: Simone A. Finard de Nisa e Castro; Antonio Cardoso dos Santos
Parte 1.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Como estimular a fala da criança

Pesquisa mostra que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.


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Quando meu filho vai começar a falar? Qualquer pai e mãe se faz essa pergunta e espera ansiosamente pela primeira palavra do bebê. Em média, as crianças começam a balbuciar com 1 ano. Os primeiros sons estão mais para sílabas do que palavras, como “mã” e “pa”. Mas não importa como aconteça, esse momento trará uma emoção enorme.
Para que a criança continue desenvolvendo suas habilidades com a fala, é preciso estimulá-la. O jeito mais natural de fazer isso é conversar com os bebês. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago (EUA) provou que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.Por exemplo, o ato de apontar para um livro enquanto se diz “a mamãe vai pegar um livro” facilita a memorização dessa palavra.

O estudo avaliou 50 bebês entre 14 e 18 meses e gravou vídeos enquanto eles interagiam com os pais. Uma das descobertas foi que o uso da fala associada a um contexto específico (falar “livro” quando se está perto de uma estante) variou muito de um pai para o outro. Os filhos daqueles que falavam mais palavras relacionadas ao contexto ou aos objetos em questão apresentaram um vocabulário mais amplo três anos mais tarde. Segundo os pesquisadores, com pequenos ajustes nas conversas os pais podem dar um estímulo mais eficiente à fala das crianças.
De acordo com a fonoaudióloga Ana Maria Hernandez, coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital Santa Catarina (SP), falar dentro de um contexto e fazer gestos (como apontar para o objeto) podem favorecer o aprendizado, pois é uma maneira de o adulto apresentar o mundo para a criança. No entanto, a fala também depende de vários outros fatores para se desenvolver. “Ela é uma expressão da linguagem e, como tal, resulta da integração entre diversos sistemas. A criança precisa estar com o sistema neurológico preservado, a parte motora e psicológica também”. Ou seja, até o carinho que você dá para o seu filho pode fazer diferença no desenvolvimento da fala.
A seguir, listamos algumas dicas que você pode adaptar sem muito trabalho ao seu cotidiano:
Narre o mundo
O conceito pode parecer estranho, mas na prática é muito simples. Converse com o seu bebê sobre aquilo que o rodeia. Na hora de trocar a fralda, por exemplo, vá nomeando suas ações: “vou limpar seu bumbum, vamos colocar uma fralda limpinha, você vai ficar cheiroso”. Durante um passeio no parque, apresente as árvores, a grama, os passarinhos. Apontar, como explicado na pesquisa, também é um ótimo recurso porque dá forma às palavras. A criança associa o som ao objeto e fica muito mais fácil decorar o nome dele.

Atenção ao tom de voz
Quando falamos, colocamos sempre uma entonação em nossa voz, que pode significar dor, alegria, tristeza... Não tenha medo de se expressar na frente do seu filho, porque isso vai o ajudar a decodificar as emoções.

Dê atenção e espaço para o bebê
Passar um tempo se dedicando integralmente à criança é importante para criar um ambiente emocional saudável e também para perceber o que ela tem a dizer, mesmo que não o faça com palavras. Dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos e suas vontades. Ou seja, você não precisa ficar falando sem parar na frente do seu filho achando que assim ele vai começar a falar mais cedo. Dar espaço para o silêncio também é importante – ele também é uma forma de comunicação.

Cante. Sem medo de desafinar
Além de conversar, cantar pra criança é essencial. A sonorização, a rima e o ato de cantar transformam a fala em brincadeira, e isso comprovadamente ajuda o desenvolvimento da linguagem, do vocabulário e facilita o período de alfabetização. Outro ponto forte das músicas são os refrões porque a repetição prende a atenção das crianças. Permita que seu filho conviva com diferentes sons e melodias. “Muita gente entra naquela discussão de direitos humanos, que ‘atirei o pau no gato’ passa uma mensagem de violência, mas nos primeiros anos para a criança o que importa é a sonoridade”, diz a pedagoga Eliana Santos, diretora pedagógica do Colégio Global (SP).

Leia histórias e poesias
As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Os poemas, assim como as músicas, têm ritmo e sonoridade bem acentuados. Comece com os textos de rimas diretas e, aos poucos, vá sofisticando. Vale lembrar que a leitura não pode ser mecânica. Coloque emoção e pontue cada frase.

Explore sinônimos
Quando seu filho perguntar “qual é o nome disso?”, não se contente em dar uma só resposta. Claro que nem todos os sinônimos ela vai memorizar imediatamente, mas no dia a dia procure variar o jeito como você define as coisas. Eliana dá um exemplo divertido que usava em sua própria casa: “Eu falava para lavar as nádegas em vez de bumbum. Aos poucos, a criança vai enriquecendo seu vocabulário.”

Permita a convivência
Conviver com outras crianças é importante. “Quando uma criança convive com a outra, ela observa muito e repete. Essa troca enriquece sua experiência”, afirma Eliana.

Criança aprende brincando
É isso mesmo. Nada de transformar o aprendizado da criança em algo mecânico. Se a criança está se divertindo e fazendo determinada atividade com prazer, ela aprende muito mais rápido. A dica aqui é: entre pela porta que ela abre para você. Ou seja, se ela se mostrou interessada por um livro específico, em vez de forçar a leitura de outro, ajude-a a explorá-lo. Se ela está tímida, não a obrigue a ficar no colo de todos os parentes da festa. E nada de desespero: se você prestar um pouquinho de atenção, vai identificar a vontade do seu filho em determinado momento.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nódulos, Pólipos, Cistos,Edemas, Sulcos Vocais- O que fazer agora??


   

    As patologias vocais que podem surgir após o abuso ou mau uso da voz são: nódulos, pólipos, cistos, edema, sulco vocal e fendas. Para cada uma dessas alterações vocais, um tratamento diferente, conforme descrito a seguir:


Nódulos
    Os nódulos vocais em adulto são crescimentos benignos localizados nas pregas vocais, sendo uma reação do tecido devido ao constante movimento brusco das pregas vocais, tais como: falar alto, gritar, imitar vozes; dentro outros.Os nódulos iniciais são relativamente macios e flexíveis.Neste estagio inicial, o nódulo pode estar evidente apenas unilateral e pode facilmente ser confundido com um pólipo.Os nódulos crônicos são geralmente duros, brancos, espessos e fibrosados, geralmente bilaterais, e nem sempre simétrico em tamanho. O principal sintoma vocal é a rouquidão e foco ressoantal de voz  concentrada na garganta,com tom baixo; podendo também se queixar de dor na garganta; esforço para falar.O tratamento pode ser cirúrgico quando os nódulos ainda estão pequenos e recém-adquiridos, já os maiores podem ser tratados por cirurgias com um breve período de descanso vocal seguido de terapia fonoaudiologica para uma reeducação vocal. 

Pólipos
    Os pólipos de pregas vocais são massas pedunculares ou sésseis, geralmente unilaterais,que se apresentam com aspecto por vezes gelatinoso,hialinos ou fibrosados. Se localizam entre o terço anterior e o terço médio do bordo livre da prega vocal.Uma vez que um pólipo pequeno inicie, qualquer abuso ou mau uso vocal repetido irritará a área contribuindo para seu crescimento continuo.Os principais sintomas são a ausência de timbre,rouquidão e soprosidade.O tratamento  inicial ,geralmente é cirúrgico seguido de um tratamento fonoaudiológico.No pré-cirúrgico o fonoaudiólogo deve favorecer a vibração da mucosa para facilitar a retirada do pólipo e no pós-cirúrgico o objetivo é suavizar o abuso vocal. 

Cistos
    Os cistos são tumores constituídos por secreções amareladas por um epitélio claro e transparente. O principal sintoma vocal é a rouquidão,há um enfraquecimento vocal e esforço na emissão. A incidência é maior em mulheres adultas jovens e também muito freqüente em profissionais da voz.O tratamento é cirúrgico com intervenção fonoaudiologica (pré- e pos-cirúrgico). Também observamos cansaço ao falar e dificuldades para coordenar o ar durante a fala, e cansaço. A propcepção do paciente deverá ser observada e caso necessária, trabalhada durante todo o tratamento.

Edema
    O edema refere-se a um acúmulo de fluido em algum lugar na prega vocal.Ele pode ocorrer profundamente na prega vocal ou em camadas mais superficias.Quando ocorre na primeira camada da lâmina própria ,é referido como edema de Reinke, pois o espaço de Reinke ocorre nessa camada.Edema é uma reação natural do tecido a trauma e mau uso da voz.Além de abuso vocal,o edema de Reinke crônico é mais freqüentemente associado ao fumo.Os sintomas típicos de um edema incluem um nível de freqüência abaixo do normal e rouquidão.O tratamento é cirúrgico e fonoaudiológico. A evolução do paciente depende de inúmeros aspectos inclusive da motivação do paciente para seguir corretamente o tratamento. Conhecer as motivações do paciente e averiguá-las periodicamente é imprescindível nestes casos.

Sulco
    O sulco vocal refere-se a uma valeta ao longo da margem mediana superior das prega vocais. Sua extensão e profundidade é variável,quando muito profundo parece dividir a prega na metade.A etiologia do sulco vocal é incerta embora alguns autores a atribua ao mau uso e abuso vocal.Os sintomas incluem uma qualidade de voz rouca e soprosa aparentemente devido ao fechamento incompleto das pregas vocais.O tratamento é a fonoterapia nos casos em que o sulco é relativamente raso, quando se apresenta profundo e com limites bem definidos a cirurgia esta indicada.
CONVERSE COM SEU FONOAUDIÓLOGO, AGENDE SUA CONSULTA!

Escrito por Dra. Thais

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cuidados com as mamas antes e durante a amamentação

Algumas dicas para você diminuir ou acabar com possíveis dores na hora de amamentar seu bebê.

 As mamães, principalmente as de primeira viagem, ficam muito ansiosas em relação à amamentação. São tantas dúvidas que surgem. Elas acham que vai machucar o bico do seio, que não vão conseguir amamentar e que o peito pode empedrar. São histórias que normalmente chegam aos seus ouvidos muitas vezes sem clareza. Vamos falar sobre eventuais dores na mama. Durante a gestação, a aréola do peito já se modifica para receber a boca do bebê. Ela fica mais escura e a pele dessa região um pouco mais grossa e menos sensível. Para ajudar, a mamãe pode tomar sol na região durante 15 minutos por dia, evitando o sol das 10h da manhã até as 16h. Pode também durante o banho passar uma bucha macia, sem esfregar, ou depois do banho passar a toalha de banho na região, massageando. Isso vai ajudando a região a ficar menos sensível. 

Depois que o bebê nascer, não passe nenhum produto para limpar ou hidratar as mamas, principalmente na região das aréolas, que é onde o bebê deve abocanhar. “O leite materno é o melhor produto para hidratar”, informa a fonoaudióloga Jamile Elias. Não precisa passar álcool para esterilizar o bico antes de o bebê mamar: o próprio leite já faz essa função. As mamas estão um pouco ressecadas ou começando a rachar, leite materno nelas. Passe o leite, espere secar e depois coloque o sutiã. Na hora do banho a mamãe pode lavar as mamas com sabonete e depois enxaguá-las com bastante água. O sutiã deve sustentar as mamas, com alças mais largas, de preferência de algodão, que são mais confortáveis.

 As mamas estão empedrando? Nada de colocar compressa ou banho de água quente. No começo pode aliviar, mas logo depois piora, porque aumenta a produção de leite (fiz o teste na terceira filha e realmente acontece!!). O recomendado é fazer compressa de água fria para aliviar (e alivia mesmo!).

 Nunca se esquecendo de que rachaduras e empedramento podem ser consequências de uma má pega do bebê no peito. A boca do bebê deve ficar bem aberta e abocanhado praticamente toda a aréola da mamãe. Se abocanhar só o bico pode machucar e o bebê terá dificuldade de retirar o leite.

 Lembre-se que a amamentação pode ser um período maravilhoso na vida da mãe e do filho.  Fique em um local tranquilo, coloque uma música gostosa e curta o momento!!
Consulte profissionais da saúde, como médicos pediatras, ginecologistas, fonoaudiólogos e enfermeiros.

 Bruno Rodrigues
http://guiadobebe.uol.com.br/cuidados-com-as-mamas-antes-e-durante-a-amamentacao/

Meu filho adora chupeta. Isso é preocupante?

Muitas crianças se acalmam quando chupam a chupeta e chegam a usá-la até ter 5 ou 6 anos. Às vezes a chupeta também ajuda a criança a aliviar o estresse ou a se adaptar a situações novas e desafiadoras, como começar a ir à creche ou escolinha, ou fazer uma viagem longa de carro. Há boas razões, porém, para ir convencendo seu filho de que é bom abandonar o hábito. Se ele tiver tem tendência a infecções no ouvido, por exemplo, largar a chupeta pode ser uma boa idéia. Um estudo mostrou que crianças que não usavam chupeta tinham 33% menos incidência desse tipo de infecção no ouvido médio. A chupeta também não ajuda crianças que parecem estar desenvolvendo problemas na hora de falar. O ato de sugar ou chupar mantém a boca da criança em uma posição pouco natural, dificultando o desenvolvimento dos músculos da língua e dos lábios, explica a especialista norte-americana Patricia Hamaguchi, autora de um livro sobre a fala ("Childhood, speech, language, and listening problems: What every parent should know"). Mesmo que não dê para perceber algum problema, seu filho está aprendendo a falar, e fazer isso com uma chupeta na boca pode atrapalhar o processo, alterando o modo como os sons são pronunciados e forçando a língua a descansar numa posição pouco natural. Em alguns casos, o uso frequente da chupeta faz com que a língua se projete para a frente, o que pode causar problemas nos dentes ou de ceceio (às vezes confundido com a língua presa: a língua entra no meio dos dentes na hora de falar sons como "s" e "z"). Por esses motivos, é recomendado limitar o tempo de chupeta da criança ao mínimo possível. Procure usar as chupetas pequenas e macias, como as de tamanho para recém-nascidos. Quando ela tiver por volta de 1 ano e meio, é melhor pensar em fazer a criança parar de vez. Chupetas afetam os dentes da criança? Crianças com o hábito de chupar constantemente os dedos ou a chupeta podem ter problemas com o crescimento dos dentes frontais superiores. Mas dentistas dizem que, na maioria das crianças, a chupeta não provoca nenhum problema até que surjam os dentes permanentes -- por volta dos 4 a 6 anos de idade. Mesmo assim, é uma boa idéia contar ao dentista sobre a chupeta, para que ele veja se está tudo bem com os dentes e a mandíbula da criança. Como faço meu filho largar a chupeta? O ideal é que seu filho largue a chupeta sozinho, pois sua necessidade de chupar algo deveria diminuir naturalmente conforme ele cresce. Para ajudá-lo, fique de olho e, quando ele for querer a chupeta, providencie algo para substituí-la. Se ele pega a chupeta quando está entediado, ofereça alguma atividade mais interessante, como um livro para folhear, ou faça caretas engraçadas para distraí-lo. Já se a criança tende a colocar a chupeta na boca quando está preocupada ou se sentindo insegura, ajude-a a explicar o que ela está sentindo. Faça perguntas para descobrir o que está acontecendo e conforte-a de outro jeito -- com beijos e abraços, por exemplo. Para encorajar seu filho, elogie quando ele conseguir ficar sem a chupeta. Você também pode controlar o uso da chupeta, e deixar que ele a use só à noite ou na hora do cochilo. E procure não oferecer a chupeta. Se ele não pedir, não dê, mesmo que ele esteja acostumado a dormir com o bico. Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. E quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois. Mas até que a chupeta seja totalmente abandonada, seja paciente e continue com os cuidados básicos: lave bem a chupeta uma vez por dia e também quando ela cair no chão. Deixar a chupeta por alguns minutos numa solução com água e vinagre branco uma vez por dia ajuda a prevenir o aparecimento de fungos. Enxágue bem e deixe secar naturalmente. Ensine seu filho a nunca emprestar a chupeta a amiguinhos. Quando lavar a chupeta, verifique se o bico está firmemente colado à base (para que não haja risco de ele se soltar e seu filho engasgar) e troque assim que vir algum sinal de desgaste. Truques e estratégias para a chupeta ir embora de vez • Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta. • Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente, se sentindo mal. Seja firme. • Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples -- não dê doces a ela no lugar da chupeta. • Reforce a idéia de que crianças mais velhas não usam chupeta -- elas adoram se sentir mais crescidas. • Incentive a criança a dar todas as chupetas para alguém -- nem que seja o Papai Noel ou o coelhinho da Páscoa. E, depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a "fada da chupeta", que deixa um presentinho em troca. • Converse com outros pais para saber que estratégias eles usaram (os fóruns do BabyCenter são um ótimo local para isso). Há quem faça, por exemplo, um furinho na chupeta, prejudicando a sucção, e diga ao filho que a chupeta "quebrou". • Identifique os sinais de que seu filho está pronto para largar a chupeta e aproveite o momento. Durante um resfriado, é comum que a criança rejeite a chupeta, pois precisa respirar pela boca por causa do nariz entupido. Se isso acontecer, tire as chupetas de vista e espere. Quando seu filho pedir a chupeta, não dê imediatamente. Pode ser que ele largue o hábito naturalmente. • Invista na rotina da hora de dormir: anuncie uma mudança (um bichinho novo, a mudança do berço para a cama, um novo hábito, de ouvir música ou contar histórias de um livro, por exemplo), e explique que na nova rotina -- de criança grande -- não há espaço para a chupeta. O entusiasmo com a novidade pode ajudar. http://brasil.babycenter.com/x3400422/o-que-fazer-para-a-crian%C3%A7a-largar-a-chupeta-1-a-3-anos?scid=br_pt_mbtw_baby_post6m1w#ixzz2Pe4XBXkp

sábado, 16 de março de 2013

Disfunção Temporo-mandibular - (eu tenho... e dói muuuuito...)

As alterações da ATM ou disfunção temporo-mandibular (DTM), é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário. As causas das DTM são de origem multifatorial, não apresentando uma causa única, onde há vários aspectos relacionados que podem ser desde alterações na oclusão (perdas dentárias, desgaste dental, próteses mal adaptadas, etc), fatores psicológicos que provocam tensão e aumentam a atividade muscular, gerando fadiga e até os hábitos parafuncionais (roer unhas, apoio de mão na mandíbula, bruxismo entre outros), podem ocasionar prejuízos levando ao desequilíbrio da ATM e desarmonia de todo o sistema estomatognático. Os sintomas mais freqüentes apresentados pelos pacientes são, dor de cabeça, dor de ouvido e/ou zumbidos, dor ou cansaço dos músculos da mastigação, ruídos articulares (estalos ou crepitação) e dificuldade para abrir a boca. Para o auxílio do diagnóstico da DTM, existem várias técnicas radiológicas para diferentes regiões da articulação temporo-mandibular. Portanto, deve se levar em conta a indicação clínica para cada exame. A ATM pode ser avaliada por meio de diversos métodos por imagem: Radiografias Convencionais – Radiografias planas, inclusive panorâmicas, são rápidas e relativamente baratas. Porém, elas mostram somente a estrutura óssea da articulação, sendo geralmente úteis para avaliar mudanças morfológicas e processos degenerativos da doença. Tomografia Computadorizada: Mostra os mínimos detalhes do osso, com uma dose mínima de radiação. Os custos são bastante altos e oferecem uma visão limitada do disco articular e dos tecidos moles. Porém, é a melhor imagem para avaliação de tecido duro. Quando realizadas corretamente e com precisão, permitem melhor visualização que nas radiografias convencionais. Ressonância Magnética: Produzem imagens detalhadas e precisas do tecido mole e é considerado o melhor método para estudar a ATM. Nenhuma radiação é usada, mas como o equipamento é sofisticado os custos são altos; às vezes, acima de R$ 1.000,00 o exame para ambos os lados da articulação. Artrotomografia: Permite o estudo posicional e funcional da articulação, inclusive do disco articular. O procedimento é realizado pela injeção de um material de contraste na articulação, seguida por radiografias ou tomogramas, vídeo ou uma combinação. Um profissional qualificado é um imperativo para interpretação do exame, o procedimento pode ser muito incômodo, porém, quando feito corretamente, a artrografia pode ser uma ferramenta de diagnóstico extremamente precisa. Comentário: O papel do fonoaudiólogo na DTM é inicialmente, realizar uma avaliação e assim, escolher métodos e técnicas voltadas para a modificação dos fatores que intensificam a dor. É indicado o uso de massagens, termoterapia e mioterapia, tendo como objetivo um equilíbrio miofuncional e restabelecer as funções estomatognáticas. Lembrando também que, como os fatores são multifatoriais, é necessário uma equipe transdisciplinar, como odontologia, psicologia, fisioterapia, otorrinolaringologista, neurologista entre outros. Alunas: Érica Paulo Avelar, Raquel Keiko Kai e Rosiane Aparecida Valadão. Orientador: Flávio Ricardo Manzi Referências Bibliográficas: BRITTO, Ana Teresa Brandão Oliveira. Livro de fonoaudiologia. São José dos Campos: Pulso, 2005. Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM) e Dores Faciais. Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2010.

Enfrentando preconceitos!

O leite materno traz inúmeros benefícios para o bebê, mas as mães que amamentam seus filhos em público estão no centro de uma questão polêmica. Desde que alimentou sua filha Blue Ivy em um restaurante nos Estados Unidos, a cantora Beyoncé se tornou uma espécie de porta-voz da amamentação em locais públicos. O debate em torno da amamentação em locais públicos teve seu ápice nas últimas semanas, quando uma mãe foi convidada a se retirar por amamentar seu filho dentro de uma loja americana de departamentos. Em resposta, centenas de mães se dirigiram para a frente de filiais da rede e amamentaram seus bebês. “Mamaço” divide opiniões No Brasil, uma manifestação semelhante, conhecida como “mamaço”, foi organizada no ano passado, em um espaço cultural de São Paulo. O protesto aconteceu como resposta a uma mãe que foi impedida de amamentar seu filho no local. A instituição se justificou dizendo que a funcionária interpretou de maneira equivocada uma regra interna, que proíbe o consumo de alimentos próximo às obras de arte. Particularmente nos Estados Unidos, a atitude da cantora Beyoncé promove uma discussão importante, já que a taxa de mulheres negras que amamentam seus bebês é considerada baixa. Como muitas jovens negras americanas se espelham no comportamento da cantora, ativistas do movimento em prol da amamentação acreditam que elas possam compreender melhor a importância do leite materno para a vida do bebê. Leite materno diminui risco de diabetes e obesidade na vida adulta A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação exclusiva (sem necessidade de oferecer água, chás e alimentos) até os seis meses de idade, mas reconhece que os benefícios são maiores se a criança for amamentada até os 2 anos. De acordo com a instituição, o leite materno protege o bebê contra infecções respiratórias e no ouvido, e diminui os riscos da Síndrome da Morte Súbita do Lactente, quando um bebê saudável morre sem motivo aparente durante o primeiro ano de vida. Estudos recentes ainda sugerem que crianças e adultos que foram amamentados apenas com leite materno são menos propensos a diabetes e obesidade e tenderiam a ser mais inteligentes. Por Renata Demôro * link http://gnt.globo.com/maes-e-filhos/noticias/Beyonce-alimenta-filha-em-restaurante-e-inflama-polemica-da-amamentacao.shtml

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dislexia - conheça um pouco mais

Em entrevista exclusiva à CRESCER, Hélio Magri Filho, autor do livro Sou Disléxico e Daí? (Ed. M. Books, R$ 29) e membro da Associação Brasileira de Dislexia, conta as dificuldades que enfrentou durante a infância antes de descobrir que era disléxico. Ele alerta os pais sobre os primeiros sinais que a criança demonstra e a melhor forma de lidar e tratar o distúrbio


CRESCER: Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou quando era criança?
Hélio Magri Filho: Tive muita dificuldade para aprender e me comportar. Na escola, a leitura era um enorme problema. Não conseguia decodificar símbolos e sons nem coordenar o esforço necessário para desenhar as letras. Os números também representavam um amontoado de incógnitas sem significado. Isso afetou as minhas relações de amizade e com a minha família. Com tanta discriminação, perdi a confiança em mim e minha autoestima foi parar lá embaixo. Talvez, esse seja o maior problema que uma criança disléxica vai enfrentar durante a vida. Se não entendemos quem somos, como poderemos entender a vida como ela é? Como tudo na vida parece ter sempre um jeito, eu criava estratégias para lidar com números, evitava leituras em voz alta, alegava sempre algum mal estar súbito e outras tantas desculpas.

C: Quando você descobriu que tinha dislexia?
H.M.F.: Nos anos da ditadura saí do Brasil e fui morar no exterior. Em alguns países, os recursos são mais disponíveis, mas só aos 40 anos consegui dar nome à minha dificuldade existencial – fui diagnosticado como portador de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperartividade), do tipo desatento, discalculia e dislexia.

C. Qual foi a atitude de seus pais?
H.M.F.: Meus pais, e acho que seja o caso da maioria deles, não entendiam e não aceitavam que isso pudesse ser alguma coisa além de preguiça. Por isso, o sofrimento – e a frustração - deles foi grande.

C: A partir de que idade uma criança começa a apresentar os primeiros sinais de dislexia? Quais são eles?
H.M.F.: A dislexia pode ser identificada nos primeiros anos escolares, após a criança ser alfabetizada. É importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes para aumentar as chances de superar ou conviver melhor com os sintomas. Os principais sinais são dificuldade em fazer cálculos mentais, em organizar tarefas, lidar com noções de tempo e espaço. O aprendizado de ler e escrever é inconstante, assim como a dificuldade com os sons das palavras e soletração. Na hora de escrever, é comum haver trocas, omissões, junções e aglutinações de fonemas; além de fácil dispersão.

C: O que os pais devem observar no comportamento das crianças quando começam a desconfiar que ela pode ter dislexia?
H.M.F.: Na maioria dos casos de dislexia confirmados no mundo, as famílias apresentam histórico de problemas. Podem ser os pais, mães, avôs, avós, tios e até mesmo primos. O cérebro dos disléxicos é normal, mas processa informações em área diferentes daquelas usadas pelo cérebro de um não-disléxico. Portanto, de modo geral, se seu filho demonstra dificuldades em aprender alguma coisa, se você acha que ele está demorando muito a aprender a pronunciar palavras, ou que o desempenho dele deixa muito a desejar, não só o escolar, mas nas atividades em geral, observe-o com mais atenção.

C: Como é o tratamento da dislexia?
H.M.F.: Existem basicamente dois métodos de tratamento: o multissensorial e o fônico. Enquanto o método multissensorial é mais indicado para crianças mais velhas, que já possuem histórico de fracasso escolar, o método fônico deve começar logo no início da alfabetização. O mais importante é procurar ajuda especializada, como um psicólogo infantil, assim que perceber os primeiros sintomas.

Fonte site Crescer
Por Bruna Menegueço

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Como estimular seu bebê

Prepare-se: assim que começa a sentar sem apoio, seu bebê adquire uma visão melhor do ambiente e tudo será objeto de uma saudável curiosidade, que é ponto de partida para a aquisição e o desenvolvimento de inúmeras habilidades.

Para enxergar melhor algo que despertou sua atenção ou impulsionada pelo desejo de alcançar um objeto distante, por exemplo, a criança irá intensificar as tentativas de se deslocar sem ajuda. Logo, estará se arrastando pelo chão apoiada no bumbum ou mergulhando de barriga. Depois, vai descobrir como se apoiar com as mãos e os joelhos e engatinhar.

As explorações e brincadeiras desta fase permitem ao bebê expandir seu desenvolvimento como um todo. "A criança se relaciona com o ambiente exercitando todos os sentidos, e cabe aos pais incentivarem as experiências do pequeno com atividades e brincadeiras variadas", afirma a pedagoga Julia Manglano, de São Paulo.

Evite só ficar com o bebê no colo ou de deixá-lo em espaços limitados, como cercados, durante longas horas. Seu filho precisa brincar no chão e explorar o ambiente. Claro que alguns cuidados básicos de segurança devem ser tomados. "Afinal, os pequenos não têm noção de perigo e dependem do olhar atento dos pais para se guiar nas suas primeiras aventuras", diz Julia.

Para favorecer a locomoção

· Motive a criança a se movimentar colocando alguns dos brinquedos preferidos dela a certa distância. Se necessário, incentive-a pedindo que vá buscá-los.

· Proporcione a oportunidade de brincar em diferentes superfícies, como grama, tapetes e areia.

· Experimente colocá-lo sobre uma bola grande e movê-lo para a frente e para trás e de um lado para o outro. Quando ele estiver no colo, balance-o em várias direções com suavidade.

· Aproveite pelo menos os fins de semana para levá-lo no parque, no clube e em lugares onde ele possa circular mais livremente.

Para acelerar as habilidades manuais

· Junte os brinquedos em pequenas caixas e deixe que o bebê manipule esses objetos à vontade, pegando-os e guardando-os de volta. A criança também vai se divertir brincando de tirar e recolocar as meias na gaveta.

· Ofereça brinquedos de encaixe simples e recipientes que ela consiga montar e desmontar ou tampar e destampar com facilidade.

· Permita que o bebê tenha contato com diversos objetos de diferentes tamanhos, pesos e texturas, mesmo que não sejam brinquedos.

· Incentive-o nas atividades com água e areia limpa.

· Dê livros de capa dura para que ele tente folhear.

· Libere revistas velhas para seu filho amassar e rasgar.

Para estimular a inteligência auditiva

· Coloque música de qualidade para o pequeno ouvir durante uma hora por dia.

· Leia ou conte histórias infantis para ele todos os dias.

· Se souber tocar um instrumento, faça apresentações especiais para o filhote.

· Garimpe livros infantis que reproduzam os sons de diferentes instrumentos ou grave esses sons para que ele comece a distingui-los.

Para aperfeiçoar a capacidade visual

· Organize passeios de "aprendizagem". É simples: basta circular com a criança no colo pelos vários espaços da casa, apontando e nomeando até dez objetos diferentes. Repita o mesmo roteiro durante uma semana, até perceber que o bebê já começa a reconhecer cada um dos objetos.

· Mostre fotos grandes e diga o nome das pessoas, especialmente daquelas com quem ele mais convive.

Para ensinar as primeiras palavras

· Faça perguntas e responda você mesma, tomando o cuidado de usar poucas palavras. Por exemplo: "Tudo bem?" e, em seguida: "Tudo". Ou: "Quantos anos você vai fazer?" e, logo depois respondendo: "Um".

· No carro, na hora do banho, no almoço: sempre que estiverem juntos, cante e converse com seu filho.

· Recite poesias curtas, com rimas fáceis e sonoras.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dia Mundial da Amamentação: tire suas dúvidas sobre o aleitamento

POR LAURA TAVARES
(DISPONÍVEL EM: http://msn.minhavida.com.br/categoria/180-Especial-Amamentacao.htm)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo até que o bebê complete seis meses de idade. Ainda assim, muitas mães ficam confusas com tantas informações conflitantes que recebem ainda durante a gravidez. Se os seus seios forem pequenos, ela produzirá pouco leite? Ela deve parar de consumir alimentos light e diet? Após a amamentação, suas mamas ficarão menores e caídas?

Tomar caldo de cana e cerveja preta dá mais leite?

Não, ainda não há comprovação de que eles estimulem a produção. Durante o período de amamentação, recomenda-se que a mãe tome bastante líquido para garantir uma boa produção de leite. Entretanto, como explica a pediatra Raquel Quiles, não há qualquer estudo científico comprovando que determinadas bebidas sejam mais efetivas. Além disso, alcoólicos, bem como o tabaco, são contraindicados para mulheres em período de aleitamento, uma vez que as substâncias nocivas consumidas podem passar para o leite e, consequentemente, para o bebê.

Seios pequenos produzem pouco leite?
Não, a produção de leite não está relacionada ao tamanho dos seios."Mamas pequenas são capazes de produzir tanto leite quanto - ou até mais - as mamas grandes", esclarece a especialista. A diferença que pode ocorrer entre ambos está relacionada à capacidade de armazenamento. Nesse caso, mulheres com mamas pequenas deverão amamentar seus filhos com uma frequência maior do que aquelas com mamas grandes.

Alguns leites maternos são fracos?
Não, o leite materno é sempre o melhor alimento para o bebê. Não existe leite materno fraco. O que diferencia um leite de outro é a fase de amamentação em que a mãe se encontra. Assim, como explica Raquel Quiles, nos primeiros dias, o líquido que sai do seio materno se chama colostro. Depois, o leite começa a sair um pouco aguado. Este é o período no qual o alimento se torna mais rico em anticorpos e proteínas. Mais para frente, então, ele fica branco amarelado e espesso, sendo rico em gorduras, mas, nem por isso, menos importante que o anterior.

É ruim acordar o bebê para amamentar?
Depende das condições físicas da criança. Se o bebê estiver ganhando peso de acordo com o que havia sido previsto por seu médico e estiver mamando bem, não há necessidade de acordá-lo. Se, por outro lado, ele estiver abaixo do peso, talvez seja necessário acordá-lo.


A criança pode beber água enquanto ainda se alimenta de leite materno?

Não é necessário. Durante o período de aleitamento materno, o bebê já recebe toda a água que seu organismo necessita. Além disso, bebidas, como chás e sucos, são contraindicadas para crianças nesta fase, alerta Raquel Quiles.

Faz mal consumir alimentos light e diet durante a amamentação?
Não, se consumidos moderadamente. Em geral, alimentos light e diet têm apenas restrição de algum ingrediente ou redução da taxa de açúcar ou sódio, assim, não precisam ser cortados da dieta. Em alguns casos, porém, eles podem conter substâncias cujo uso ainda não é comprovadamente seguro durante a fase de amamentação e, por isso, é fundamental consultar seu médico previamente. "O mais recomendado é que a mãe consuma o máximo possível de alimentos frescos, deixando os industrializados para último caso", afirma a pediatra Raquel.

O regime deve ser interrompido durante a amamentação?
Sim, se a dieta for muito restritiva. "A qualidade do leite materno depende da qualidade da alimentação da mãe", ressalta Raquel. Por isso, ela deve ter uma dieta balanceada e específica para esta fase de sua vida, uma vez que a mulher que amamenta gasta mais calorias do que o normal. Dietas e medicamentos que promovem a perda de peso, portanto, devem ser evitados.

Algumas comidas alteram o sabor do leite?
Sim. O sabor do leite, assim como sua qualidade, é afetado pela alimentação da mãe. "Recomenda-se, por exemplo, que mulheres em fase de amamentação evitem consumir muito alho, pois ele muda não só o sabor, como também o odor do leite materno", conta Raquel.

É possível engravidar durante a amamentação?
Sim. Engravidar durante a amamentação é possível, mas a amamentação, desde que seja exclusiva, que a mulher não tenha menstruado e que amamente várias vezes ao dia, tem eficácia anticoncepcional de 98% nos seis primeiros meses após o parto.

Durante a amamentação, a mãe pode tomar pílula anticoncepcional?
Sim, mas depende da pílula.Nem todas as pílulas são liberadas durante o período de amamentação. "Se a mulher optar por utilizar, deve dar preferência àquelas que têm apenas progestogênio", recomenda a pediatra. Não devem ser deixados de lado, entretanto, outros métodos, como a camisinha, o diafragma e os espermaticidas, que podem ser usados em qualquer período após o parto. Já o dispositivo intrauterino (DIU) é compatível com a amamentação mesmo incluindo progestogênio.

Os seios ficam caídos ou menores após a amamentação?
Não. Logo após a amamentação, o seio pode ficar um pouco menor, justamente porque ele esvazia, mas logo voltará a encher", esclarece Raquel. Aliás, os estímulos para que ele produza leite são justamente a sucção e a sua retirada. Já a ideia de que ele ficará caído após a amamentação é lenda. Segundo a pediatra, a amamentação até melhora a estética da mama.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Marcos do desenvolvimento - AUDIÇÃO

Seu bebê já ouve bem desde que nasce, tirando os casos em que há alguma deficiência auditiva. Conforme cresce, ele vai usar o ouvido para absorver uma quantidade enorme de informação sobre o mundo que o cerca, o que por sua vez estimulará o cérebro e colaborará para conquistas no âmbito físico como sentar, virar, engatinhar e andar.
Quando se desenvolve
A audição do seu bebê estará totalmente madura ao final do primeiro mês de vida, mas vai demorar um pouco mais para que ele realmente entenda tudo o que está ouvindo.
Como se desenvolve
Desde que nasce, seu bebê presta atenção às vozes, principalmente as mais agudas, e responde a sons conhecidos (sua fala, uma história que ouve com frequência etc.). Também pode se assustar com barulhos fortes e repentinos.

Com 3 meses, o lobo temporal do bebê -- que participa da audição, da linguagem e do olfato -- fica mais receptivo e ativo. Por isso, ao ouvir sua voz, seu filho pode olhar diretamente para você e começar a fazer sons para responder. Mas falar e ouvir são atividades que podem cansá-lo. Nessa idade, se seu filho desviar o olhar ou perder a concentração enquanto você conversa com ele ou lê uma história, não é preciso se preocupar com possíveis problemas na audição. Pode ser só excesso de estímulo.

Com 5 meses, o bebê vai perceber a origem dos sons, e vai se virar sempre que ouvir um barulho novo. Crianças de 5 meses também são capazes de reconhecer o próprio nome -- observe como seu filho olha para você quando você o chama, ou quando fala sobre ele com outras pessoas.
O que vem pela frente
A audição do bebê se desenvolve totalmente quando ele é bem pequeno, mas é importante detectar qualquer problema bem cedo. Uma boa audição é a base para o desenvolvimento da fala. Quando ouve os outros falarem, o bebê aprende o som das palavras e a estrutura das frases, coisas essenciais para a formação da linguagem.

O que você pode fazer
Muitas maternidades oferecem o chamado "teste da orelhinha", a triagem auditiva neonatal, que não incomoda o bebê e pode ajudar a diagnosticar alguma deficiência bem cedo, amenizando as sequelas.
Além do exame, há muita coisa que você pode fazer para ajudar seu filho a se acostumar com sons novos e aprender com eles. Experimente recitar versinhos populares, cantar e tocar música para ele. Não há necessidade de se restringir a musiquinhas infantis. Você pode mostrar qualquer coisa ao seu filho, seja MPB, música clássica ou rock. Até um sino dos ventos pendurado na janela ou o tiquetaque de um relógio são suficientes para entreter o bebê -- quanto mais variados os sons, melhor. Logo você vai perceber que seu filho prefere um tipo de som ao outro, quando ele começar a demonstrar seus primeiros gostos.

Ler para uma criança, não importa a idade, é sempre benéfico, pois ajuda o bebê a treinar o ouvido para a cadência da língua. Por isso vale a pena variar o tom de voz (grossa para o Lobo Mau, fininha para a Chapeuzinho Vermelho), dar ênfase em determinados trechos e acompanhar a leitura com gestos, o que vai tornar a experiência mais estimulante para vocês dois. Além disso, quanto mais você ler para seu filho e conversar com ele, mais sons e palavras ele vai aprender, no caminho certo para começar a falar.

Bebês de cerca de 4 ou 5 meses podem começar a observar sua boca com atenção quando você fala, e tentar imitar entonações e pronunciar sons consonantais como "m" e "b".

Quando se preocupar
Os bebês são surpreendentes: conseguem (ainda bem!) continuar dormindo mesmo com o telefone tocando ou o cachorro latindo. É normal -- eles precisam dormir. Apesar de a grande maioria dos bebês escutar muito bem, algumas crianças apresentam déficits auditivos, em especial se tiverem nascido muito prematuras ou se sofreram privação de oxigênio ou alguma infecção grave ao nascer. Quando há casos de problemas auditivos na família, o risco de o bebê ter alguma deficiência nessa área é maior.

O normal é que, quando acordado e alerta -- e sem estar resfriado nem com dor de ouvido, que podem afetar a audição --, o bebê se assuste com barulhos fortes e repentinos, acalme-se e olhe para você ao ouvir sua voz e pareça reagir aos sons que o cercam.

O "teste da orelhinha", simples e rápido, verifica a audição de recém-nascidos e pode ser feito na própria maternidade. Hospitais públicos de várias regiões já oferecem o exame gratuitamente. Se seu bebê não fez o exame quando nasceu, converse com o pediatra. Também dá para avaliar a audição do seu bebê em casa, com os seguintes testes práticos:

• Menos de 3 meses: Bata palmas por trás da cabeça do bebê. Se ele se assustar, está ouvindo bem. Se não, tente mais algumas vezes.
• De 4 a 6 meses: Chame seu filho pelo nome e observe se ele vira a cabeça ou reage ao som da sua voz. Preste atenção se ele mexe os olhos e a cabeça para procurar de onde vem algum som interessante.
• De 6 a 10 meses: Verifique se a criança reage ao próprio nome e a sons conhecidos do ambiente em que vive, como o toque do telefone ou o barulho do aspirador de pó.
• De 10 meses a 1 ano e 3 meses: Peça ao seu filho que aponte para a imagem de alguma coisa conhecida em um livro (o "au au", por exemplo). Se ele não conseguir, talvez não esteja escutando o pedido.

Se seu filho passou em todos esses testes mas você continua preocupada, confie no seu instinto de mãe e converse com o pediatra. O ideal é que eventuais problemas de audição sejam detectados o mais cedo possível. Segundo as pesquisas mais recentes, o uso de equipamentos para auxiliar na audição antes dos 6 meses de idade colabora significativamente para que essas crianças desenvolvam a fala e a linguagem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por que meu filho rói unha?

O hábito de roer unhas pode começar a partir dos três ou quatro anos de idade.
A onicofagia, como esse costume é chamado, pode ser considerado normal para essa fase do desenvolvimento da criança, já que o roer tem certa relação com a “independência” do pequeno.

Explicamos: é na faixa dos 3 ou 4 anos que a criança começa a fazer coisas sozinhas. É o início dos desafios, pois já não recebe tudo prontinho como na fase de bebê. Acontece que às vezes ele consegue passar pelos obstáculos apresentados. Mas outras não. E quando não consegue executar algo, o pequeno pode ficar ansioso. O que ele pode fazer para minimizar a tensão? Isso mesmo: roer a unha.

Esse hábito pode ser passageiro ou então durar até os 16, 18 anos, com picos de melhora e piora. Para alguns, pode permanecer durante toda vida.Além da tensão e ansiedade, outros fatores contribuem para esse péssimo hábito. O tédio, o cansaço e o estresse. Pouca atividade ou em excesso são prejudiciais.

Muitas vezes o roer de unhas pode ser uma imitação dos pais, do irmão ou de um amiguinho da escola e nem sempre provém de alguma ansiedade. É bom estar de olho nos modelos que a criança copia. Normalmente, a imitação é um hábito passageiro.

Algumas dicas auxiliam os pais a ajudar os filhos a cessarem o roer de unhas. Uma das mais importantes é não reforçar. Portanto, não adianta chamar a atenção ou dar bronca quando a criança estiver roendo a unha. Com isso, os pais chamam a atenção para o hábito, reforçando-o, dando a atenção que toda criança gosta – mesmo sendo uma advertência. Que coisa, né.

Castigos, colocar pimenta ou outra substância amarga nos dedos também não resolve. Para a criança, parece que os pais estão punindo-a. Não há motivo para punição, já que roer as unhas é um ato compulsivo e não porque a criança quer.

Se os pais perceberem que os filhos roem as unhas em momentos de tensão, evite que assistam a filmes ou desenhos que contenham perseguições, suspenses ou de terror.

Driblando esse mau costume - A melhor maneira de acabar ou diminuir a oniofagia é conversar e conscientizar a criança sobre o mau hábito. Dizer que é perigoso para a saúde, já que as unhas estão normalmente sujas e pode entortar os dentes. A criação de gestos para ser usado na frente de outras pessoas que só você e o seu filho saibam para que ele retire a mão da boca é importante para que não se sinta envergonhado.

Realizar atividades relaxantes com a criança e oferecer um espaço para que expresse seus medos, angustias e dúvidas são muito importantes. Promova elogios a todas as atividades que a criança consiga realizar e incentive as que não consegue. Nunca deprecie ou humilhe na frente de outras pessoas.

Se a criança estiver roendo as unhas, não chame a sua atenção. Simplesmente lhe dê um brinquedo, peça para que te ajude em alguma atividade ou peça para que cantem uma música juntos. A criança sem perceber cessará o hábito.

A preocupação pode aumentar quando a criança rói as unhas e ainda apresenta um comportamento incomum, como agressividade, medos exagerados, choro e baixa tolerância a frustração. Nesses casos, é melhor procurar ajuda especializada de um psicólogo, pois mostra que a criança não está conseguindo sozinha resolver seu conflito.

Bruno Rodrigues

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os riscos do atraso no diagnóstico de problemas de fala

A fala é uma característica que difere os seres humanos. Qualquer problema relacionado a ela pode dificultar a comunicação e, com o tempo, abalar o emocional da criança e adulto. Portanto, o encaminhamento para o fonoaudiólogo deve ser o mais precoce possível. Mas um grande erro tem ocorrido e trazido prejuízo ao desenvolvimento do pequeno.

A maior parte dos pediatras não encaminha a criança com alteração no desenvolvimento de linguagem no período adequado. Essa é a conclusão do estudo da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo – USP – e publicada na Revista CEFAC (Atualização Científica em Fonoaudiologia e Educação).

Sabe quais riscos quando os pais demoram a levar os filhos para um diagnóstico preciso? Vejamos. Metade das crianças com um atraso na fala aos 24-30 meses pode apresentar atraso severo entre 3 e 4 anos. Além disso, um distúrbio de aprendizagem pode ser verificado posteriormente no ingresso na escola.

Um atraso no desenvolvimento da fala pode causar mais tarde uma dificuldade no convívio com outras crianças na escolinha, sendo alvo de constrangimentos, já que é percebida pela sua dificuldade. Isso pode gerar apelidos que podem permanecer por muito tempo, gerando prejuízos emocionais até a idade adulta.

A comunicação, isto é, a fala, permite uma maior liberdade, onde a criança planeja e oriente suas ações, expressa seus sentimentos, diminuindo assim sua impulsividade e agressividade.

Os casos mais sérios de alteração de fala principalmente com dificuldade de interação ou patologia mais grave são detectados e encaminhados mais precocemente. Já os distúrbios mais simples e comuns, como um atraso do desenvolvimento da fala ou distúrbio fonológico (omissão ou trocas de fonemas), têm sido encaminhados com 3 anos ou mais, tornando a terapia mais demorada.

Os erros - Os médicos têm a preocupação com a idade em que a criança começa a falar, mas, normalmente, só encaminham quando os pais ou a escola fazem queixa sobre o desenvolvimento da comunicação dos pequenos. E a criança, coitada, sofrerá para lidar com um obstáculo que poderia ter sido detectado com antecedência ou por profissional específico para o assunto.

Um dos motivos para que ocorra atraso na descoberta do problema é a formação dos profissionais médicos, que relataram ao estudo da USP não ter nada específico que abordasse o tema linguagem infantil. Recado para mamãe e papai: saibam diferenciar os profissionais. Um fonoaudiólogo é o mais indicado a conferir o problema de fala.

“Mesmo entre os pediatras mais experientes, é comum que a consulta tenha como objetivo a doença e não a preocupação com questões básicas do desenvolvimento da criança, como a fala, que podem ser tão prejudiciais quanto qualquer outro problema de saúde", relata Luciana Paula Maximino, uma das autoras do trabalho e professora do Departamento de Fonoaudiologia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Síndrome de alcoolismo fetal causa danos permanentes no bebê

A doença é muito comum e dificilmente diagnosticada

Segundo estudos da organização mundial da saúde (OMS), 12 mil bebês nascem com a SAF (Síndrome de Alcoolismo Fetal) por ano. A organização não-governamental The National Organization on Fetal Alcohol Syndrome (Nofas) apresentou uma pesquisa em que cerca de 40 mil crianças por ano em todo o mundo sofrem de SAF, número que supera doenças como Síndrome de Down e distrofia muscular. No Brasil, não existe nenhum dado oficial que determine quantos bebês são atingidos pela doença, mas o número de casos pode ser muito grande, já que na maioria das vezes não é diagnosticada.

Com o consumo excessivo de bebida alcoólica, a substância é absorvida pelo bebê através da placenta, e é responsável por grande parte das deficiências apresentadas pelos recém-nascidos. Após o nascimento, surgem alguns sintomas, que são conhecidos como EAF (efeitos do álcool no feto) e os mais comuns são: baixo peso ao nascer, disformismo facial (lábio superior mais fino, cabeça menor do que a média), má formação de alguns órgãos e dificuldade em desenvolver habilidades, como a fala e a coordenação motora.

Segundo o Dr.Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein, tudo o que a grávida absorve, seja alimentação, bebidas ou drogas, é levado diretamente ao organismo do feto, o que pode trazer benefícios ou danos à saúde do bebê.

“É importante que as mães saibam que qualquer quantidade de álcool ingerida pode trazer riscos à saúde do bebê, e isso também vale para medicamentos e outras drogas”, explica Dr. Huberman.

Para que a SAF seja diagnosticada, é necessário que o pediatra seja informado dos hábitos da mãe na gravidez e se existe histórico de alcoolismo na família. De acordo com o Dr. Huberman, o tratamento varia de acordo com cada caso, já que cada criança apresenta sintomas específicos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dor de Ouvido - Otite

Os riscos e os cuidados com as dores de ouvido


Otite é o nome médico para todas as infecções de ouvido. Talvez os pais ouvirão falar muito em otite ao longo do desenvolvimento do filho, já que é a segunda maior infecção que atinge as crianças até sete anos de idade. Portanto, os cuidados com a otite média devem ser grandes.

O período de maior incidência é no primeiro ano de vida, onde 2/3 das crianças apresentam a infecção de ouvido. Aos sete anos, aproximadamente 90% das crianças apresentam otite média e 75% apresentam três ou mais casos.

A bactéria Streptococcus pneumoniae é a causadora da otite média. Bactéria “adora” local com aglomeração e pouca circulação de ar. Portanto, crianças que frequentam creches, escolinhas ou locais com muita gente estão mais sujeitas à disseminação e exposição desta bactéria.

Normalmente essas bactérias existem normalmente na flora do organismo, mas quando chegam à orelha média pela boca ou nariz podem causar infecção. Por isso, algumas infecções das vias aéreas (resfriados, secreção, sinusite) causam dores de ouvido, pois a secreção pode instalar-se na orelha média.

O principal sintoma da otite média aguda é a otalgia (dor de ouvido), mas outros sintomas podem estar presentes, como febre, a diminuição da audição e os vômitos. Nas crianças com menos de um ano, a otite pode manifestar-se por febre, irritabilidade, prostração, recusa alimentar, vômitos e diarréia.

Se a infecção for leve, o médico pode receitar um analgésico e um antitérmico para a dor e febre. Caso a otite seja mais grave, um antibiótico será receitado e podem ser associados a antiinflamatórios, antialérgicos e descongestionantes nasais. Repetindo a informação: É O MÉDICO QUEM PODE RECEITAR - não é o que o filho do vizinho, o sobrinho, fulaninho ou beutraninho tomam.

Fique de olho - Quando há repetição de otite algumas complicações podem aparecer. Nestes casos, a criança pode estar sujeita à perda da audição, dificuldades no aprendizado e atrasos no desenvolvimento da fala. Por vezes, quando as infecções se tornam muito graves, uma cirurgia pode ser indicada. Essa cirurgia é uma das mais comuns realizadas em crianças.

Força do leite materno - A melhor prevenção para a otite média é o aleitamento materno, melhor ainda se for exclusivo até os seis meses de vida, além da vacinação contra a gripe (influenza) e antipneumocócica.

Os andadores podem ser perigosos


Minhas longas discussões com Gisele, mãe de Luis Felipe, com então 8-9 meses, de fato, tinham fundamento!!!! Comprar ou não comprar um andador... Ela comprou... usou por dois meses e já está abandonado...rs

O andador infantil está sempre no centro de polêmicas quanto aos seus benefícios e malefícios. Mas a questão não é tão simples para que seja classificado como bom ou mal à criança. Os riscos de acidentes existem.

Uma informação importante é que no Canadá a venda dos andadores infantis foi proibida. Países como os Estados Unidos também querem a sua proibição. O motivo mais importante para a eliminação desses andadores é o grande números de acidentes graves envolvendo crianças e andadores. A maioria das crianças que se acidentaram com o andador sofreu traumatismo craniano e, em alguns casos, faleceram.

Ingrid Emanuelson, uma pesquisadora sueca, considerou o andador o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground.

Os andadores em que a crianças ficam sentada no meio com os pezinhos empurrando o utensílio podem chegar à velocidade de 1 metro por segundo. Qualquer objeto que trave a sua rodinha pode tombar o andador e a primeira parte do corpo a ser projetada ao chão qual é?? Quem respondeu a cabeça acertou. Daí o risco.

A escada é outro perigo: ”É muito comum a queda do andador em escadas, e as lesões decorrentes desta queda sempre são graves, com trauma de crânio e hospitalização”, relata o pediatra Emílio Carlos Elias Baracat.

Há outro tipo de andador em que a criança só se apoia e empurra. Estes também podem acarretar acidentes, mas em menor proporção e gravidade do que os anteriores. Não chega a velocidades grandes. E se a criança escorregar é mais difícil que a cabeça seja a primeira parte do corpo a tocar o chão.

Atenção dos responsáveis é fundamental - Os pais pensam no andador como uma ajuda para a independência dos filhos. Com os filhos colocados dentro do aparato, os pais se consideram mais tranquilos para que possam fazer a comida, passar roupa ou assistir televisão, deixando-os sozinhos. Engano grande. Com o andador, a atenção deve ser redobrada.

Se os pais apesar de tudo, optarem pelo andador, seu uso deve ser sempre supervisionado e com tempo limitado para que a criança possa explorar o seu ambiente de formas diferentes, se desenvolvendo bem tanto motora como cognitivamente.

Mas, será que vale a pena arriscar???

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Jaime Luiz Zorzi: "A escola ignora quem não consegue aprender"

Se os índices de fracasso escolar brasileiros na tentativa de alfabetização se devessem a distúrbios dos alunos, poderíamos crer numa epidemia. O que ocorre, porém, é uma tendência perversa do sistema de ensino que leva os educadores a não distinguir entre as próprias limitações e as dos estudantes. A necessidade de esclarecer da melhor forma possível as dúvidas dos pais que o procuram para saber se os filhos sofrem de problemas de aprendizagem levou o fonoaudiólogo Jaime Luiz Zorzi a extrapolar os conhecimentos exclusivos da profissão que escolheu. Assim, ele começou a relacionar as informações sobre o funcionamento do organismo humano com uma preocupação quanto à prática de ensino no país. Zorzi graduou-se em Fonoaudiologia na Universidade Estadual de Campinas e, nos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado que se seguiram, tomou o caminho da Educação, em particular o da alfabetização. Entre as questões relacionadas a essa área, especializou-se nas de ortografia. Ele é diretor do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica (Cefac), em São Paulo, ao qual se liga uma clínica-escola que atende jovens com problemas de desenvolvimento da escrita. Com essa atuação, Zorzi tornou-se um observador privilegiado do que há de mito e verdade nas dificuldades de aprendizagem dos estudantes brasileiros, como ele relata na entrevista a seguir.

Como o senhor passou de uma perspectiva clínica do aprendizado da escrita para uma compreensão social?
JAIME LUIZ ZORZI Muitas pessoas procuram um fonoaudiólogo por causa de problemas ligados à aprendizagem. Isso já nos leva, naturalmente, a entrar em contato com a escola. É fácil perceber que não se trata apenas de uma questão clínica. Na realidade, os verdadeiros distúrbios de aprendizagem correspondem a uma minoria e os falsos têm mais a ver com as circunstâncias da Educação oferecida. Muitas vezes falta ajuste entre as características do aluno e o método proposto em sala de aula.

As causas propriamente orgânicas respondem por que parcela do total de alunos com dificuldades?
Zorzi Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, entre 10% e 15% do total de crianças com problemas de aprendizagem apresentam distúrbios orgânicos. Incluem-se aí quadros importantes de deficiências mentais, auditivas, motoras, visuais e múltiplas, além de casos mais pontuais, como a dislexia. Mas o índice de fracasso escolar ultrapassa15%, atingindo 40% ou mais. E há ainda os estudantes que passam de ano sem ter aprendido corretamente. Nossa experiência de atendimento, por outro lado, mostra que sempre há resposta em condições favoráveis de aprendizagem.

Que exames indicam ou descartam limitações intrínsecas?
Zorzi Idealmente, um diagnóstico desse tipo deveria ser feito por uma equipe multiprofissional, nas áreas psicológica, neuropsicológica, fonoaudiológica e psicopedagógica. Aí temos um conjunto mais ou menos fechado de exames tradicionais. Há alguns opcionais, dependendo do caso, como os psiquiátricos e mesmo uma radiografia ou um eletroencefalograma. Mas uma visão de equipe só é oferecida por serviços particulares (para quem tem condições de pagar) ou pelas universidades. O que costuma ocorrer é a criança ser levada a um profissional e ele solicitar a ajuda de outro. A família poder vir a escolher alguém sem a especialização requerida, ou que divirja da abordagem do primeiro, ou até interromper o processo. Em geral, infelizmente, não se presta a atenção devida ao caso e isso tem drásticas conseqüências sociais e emocionais.

Revista Nova Escola

terça-feira, 19 de abril de 2011

Motricidade Orofacial

“Motricidade Orofacial é o campo da Fonoaudiologia voltado para o estudo/pesquisa, prevenção, avaliação, diagnóstico, desenvolvimento, habilitação, aperfeiçoamento e reabilitação dos aspectos estruturais e funcionais das regiões orofaciais e cervicais.” (Comitê de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia).
Esta especialidade vem se mostrando inovadora nos ultimos anos, tornando-se o carro chefe da profissão. Seu enfoque é no desempenho de atividades que trabalham as funções orofaciais e cervicais em suas diversas interfaces: os órgãos fonoarticulatórios e suas funções estomatognáticas (sucção, mastigação, deglutição, respiração e fonação).
O especialista nesta área da fonoaudiologia relaciona-se com várias outras áreas afins, possibilitando um mercado de trabalho bastante amplo, promissor e compatível com a realidade da maioria das regiões do país, podendo atuar com vários outros profissionais como por exemplo: neurologista, pediatra, fisioterapeuta, psicólogo, otorrinolaringologista, dermatologista, gastroenterologista, cirurgião plástico, cirurgião cabeça e pescoço, cirurgião bucomaxilo facial, neonatologista, ortodontista dentre outros.
O fonoaudiólogo especialista em Motricidade Orofacial deve ter conhecimentos e habilidades específicas, conforme a descrição do Comitê de Motricidade Orofacial da SBFa:
- Conhecer anatomia e fisiologia pertinente as estruturas orofaciais cervicais,
- Compreender fatores contribuintes e causais relacionados aos distúrbios miofuncionais orofaciais e cervicais,
- Compreender os conceitos odontológicos e médicos básicos,
- Compreender inter-relações da fala, voz e os distúrbios miofuncionais orofaciais e cervicais,
- Compreender, avaliar e identificar fatores e procedimentos que afetam o prognóstico,
- Desenvolver um plano de tratamento apropriado e individualizado,
- Atuar em ambiente apropriado para a realização de serviços profissionais,
- Documentar todos os procedimentos realizados,
- Ter responsabilidades legais e éticas com clientes/pacientes,familiares e outros profissionais.
Segundo o Conselho Federal de Fonoaudiologia, o domínio do especialista em Motricidade Orofacial inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que envolvam:
a) modificações estruturais e/ou miofuncionais, associados aos problemas de fala, sucção, respiração, mastigação e deglutição;
b) problemas da fala e fluência decorrentes de alterações neurológicas ou músculo-esqueléticas;
c) alterações e/ou anomalias estruturais craniofaciais- congênitas, de desenvolvimento e/ou adquiridas- ósseas, musculares, articulares, posturais, que comprometam e/ou que se associem às funções orofaciais, temporomandibulares e cervicais;
d) alterações musculares decorrentes de alterações neurológicas-congênitas, de desenvolvimento e/ou adquiridas e suas implicações miofuncionais;
e) alterações e/ou modificações decorrentes do envelhecimento, atividade muscular deficiente e/ou excessiva em seus aspectos miofuncionais e estéticos;
f) problemas relacionados às disfunções mecânicas e neurológicas da deglutição e suas conseqüências;
g) demais alterações e/ou modificações correlatas às funções orofaciais e motricidade orofacial;
h) modificações estruturais e/ou miofuncionais, associados aos problemas de fala, sucção, respiração, mastigação e deglutição;
i) problemas da fala decorrentes de alterações neurológicas ou músculo-esqueléticas;
o) fluência e seus transtornos: gagueira, taquilalia e taquifemia.

Esta é a primeira especialização que escolhi... e estou amando!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Atuação Fonoaudiológica na Estética Facial



O trabalho fonoaudiológico consiste primeiramente numa triagem e anamnese oferecida ao
paciente,onde serão passadas varias orientações quanto ao funcionamento ideal da musculatura
facial,higienizacao e cuidados.
Será feito o encaminhamento a Avaliação Fonoaudiologica a fim de verificar o funcionamento
muscular e sua relação direta com as funções estomatognáticas (respiração,mastigação,deglutição,sucção e fala)alem de prevenir e identificar o aparecimento de rugas em decorrência dos excessos de expressividade facial que possam marcar a pele e hábitos posturais inadequados.

Realizada a Avaliação,o terapeuta (Fonoaudiólogo) fará o planejamento terapêutico,no qual este
consistira das seguintes etapas:

• Limpeza da pele e hidratação;
• Conscientização da importância da musculatura bem trabalhada na estética facial;
• Fortalecimento e adequação muscular no funcionamento das estruturas que compõe as funções
estomatognaticas;
• Exercícios musculares faciais gerais;
• Exercícios musculares faciais específicos e individuais;
• Massagem facial ativa;
• Manutenção muscular diária,em casa(tornar habito);
• Estimulação de pontos motores de face objetivando melhor tonificação muscular;
• Massagem passiva com trabalho de relaxamento muscular facial;
• Drenagem facial e corporal manual pré e pos cirúrgica.

A idéia das sessões de Fonoaudiologia Estética, portanto, é ensinar a relaxar os músculos,bem
como tonificar aqueles que não são tão usados,para que escapem da flacidez. Assim como no resto do corpo, não é bom que a musculatura do rosto fique fortalecida ou flácida demais. A escassez ou o excesso de mímica facial pode provocar o desgaste de fibras elásticas e colagenas, o que leva ao aparecimento de marcas de expressão. Por isso, é preciso buscar equilíbrio.

quinta-feira, 31 de março de 2011

FATORES QUE FAVORECEM O ENVELHECIMENTO FACIAL

Inúmeros são os fatores responsáveis pelo envelhecimento facial. Podemos compilar em grupos, conforme abaixo mencionado:

SOL
A pele agredida pelo sol perde a elasticidade da epiderme, favorecendo o surgimento de rugas e sulcos devido a degradação de colágeno e elastina. A pele, como meio de proteção, engrossa e endurece pela exposição solar sem proteção e cuidados adequados.

ESTRESSE


É uma situação que frequentemente estamos expostos, sendo imprescindível aprendermos os arranjos necessários para melhorar nosso nível de agitação e tolerância. Diante de situações relacionadas ao estresse, ocorrem o envelhecimento das células e diminuição do sistema imunológico.

CIGARRO
O cigarro contém inúmeras substâncias tóxicas. Estas diminuem a oxigenação das células e, assim, resulta na flacidez, ausência de brilho e elasticidade da pele. Outro fator muito importante é a diminuição da absorção da Vitamina C.

SEDENTARISMO
O sedentarismo diminui consideravelmente o tônus muscular, provocando o comprometimento da agilidade, flexibilidade, força, além de propiciar o acúmulo de gordura.

ALIMENTAÇÃO INADEQUADA
Carência de Vitaminas A, C, E e ácido fólico. Gordura e sal em quantidade elevada RADICAIS LIVRES
As células utilizam oxigênio para produzir energia e por este processo geram os radicais livres, moléculas de oxigênio instáveis criadas durante as funções metabólicas clássicas - circulação e digestão.

VENTO; POLUIÇÃO; PESTICIDAS; COSMÉTICOS AGRESSIVOS; - Estes elementos nocivos à pele, conduzem a perda de água e nutrientes, conduzindo à desidratação da pele.