Algumas dicas para você diminuir ou acabar com possíveis dores na hora de amamentar seu bebê.
As mamães, principalmente as de primeira viagem, ficam muito ansiosas em relação à amamentação. São tantas dúvidas que surgem. Elas acham que vai machucar o bico do seio, que não vão conseguir amamentar e que o peito pode empedrar. São histórias que normalmente chegam aos seus ouvidos muitas vezes sem clareza.
Vamos falar sobre eventuais dores na mama. Durante a gestação, a aréola do peito já se modifica para receber a boca do bebê. Ela fica mais escura e a pele dessa região um pouco mais grossa e menos sensível. Para ajudar, a mamãe pode tomar sol na região durante 15 minutos por dia, evitando o sol das 10h da manhã até as 16h.
Pode também durante o banho passar uma bucha macia, sem esfregar, ou depois do banho passar a toalha de banho na região, massageando. Isso vai ajudando a região a ficar menos sensível.
Depois que o bebê nascer, não passe nenhum produto para limpar ou hidratar as mamas, principalmente na região das aréolas, que é onde o bebê deve abocanhar. “O leite materno é o melhor produto para hidratar”, informa a fonoaudióloga Jamile Elias.
Não precisa passar álcool para esterilizar o bico antes de o bebê mamar: o próprio leite já faz essa função. As mamas estão um pouco ressecadas ou começando a rachar, leite materno nelas. Passe o leite, espere secar e depois coloque o sutiã. Na hora do banho a mamãe pode lavar as mamas com sabonete e depois enxaguá-las com bastante água.
O sutiã deve sustentar as mamas, com alças mais largas, de preferência de algodão, que são mais confortáveis.
As mamas estão empedrando? Nada de colocar compressa ou banho de água quente. No começo pode aliviar, mas logo depois piora, porque aumenta a produção de leite (fiz o teste na terceira filha e realmente acontece!!). O recomendado é fazer compressa de água fria para aliviar (e alivia mesmo!).
Nunca se esquecendo de que rachaduras e empedramento podem ser consequências de uma má pega do bebê no peito. A boca do bebê deve ficar bem aberta e abocanhado praticamente toda a aréola da mamãe. Se abocanhar só o bico pode machucar e o bebê terá dificuldade de retirar o leite.
Lembre-se que a amamentação pode ser um período maravilhoso na vida da mãe e do filho. Fique em um local tranquilo, coloque uma música gostosa e curta o momento!!
Consulte profissionais da saúde, como médicos pediatras, ginecologistas, fonoaudiólogos e enfermeiros.
Bruno Rodrigues
http://guiadobebe.uol.com.br/cuidados-com-as-mamas-antes-e-durante-a-amamentacao/
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
Meu filho adora chupeta. Isso é preocupante?
Muitas crianças se acalmam quando chupam a chupeta e chegam a usá-la até ter 5 ou 6 anos. Às vezes a chupeta também ajuda a criança a aliviar o estresse ou a se adaptar a situações novas e desafiadoras, como começar a ir à creche ou escolinha, ou fazer uma viagem longa de carro.
Há boas razões, porém, para ir convencendo seu filho de que é bom abandonar o hábito. Se ele tiver tem tendência a infecções no ouvido, por exemplo, largar a chupeta pode ser uma boa idéia. Um estudo mostrou que crianças que não usavam chupeta tinham 33% menos incidência desse tipo de infecção no ouvido médio.
A chupeta também não ajuda crianças que parecem estar desenvolvendo problemas na hora de falar. O ato de sugar ou chupar mantém a boca da criança em uma posição pouco natural, dificultando o desenvolvimento dos músculos da língua e dos lábios, explica a especialista norte-americana Patricia Hamaguchi, autora de um livro sobre a fala ("Childhood, speech, language, and listening problems: What every parent should know").
Mesmo que não dê para perceber algum problema, seu filho está aprendendo a falar, e fazer isso com uma chupeta na boca pode atrapalhar o processo, alterando o modo como os sons são pronunciados e forçando a língua a descansar numa posição pouco natural.
Em alguns casos, o uso frequente da chupeta faz com que a língua se projete para a frente, o que pode causar problemas nos dentes ou de ceceio (às vezes confundido com a língua presa: a língua entra no meio dos dentes na hora de falar sons como "s" e "z").
Por esses motivos, é recomendado limitar o tempo de chupeta da criança ao mínimo possível. Procure usar as chupetas pequenas e macias, como as de tamanho para recém-nascidos. Quando ela tiver por volta de 1 ano e meio, é melhor pensar em fazer a criança parar de vez.
Chupetas afetam os dentes da criança?
Crianças com o hábito de chupar constantemente os dedos ou a chupeta podem ter problemas com o crescimento dos dentes frontais superiores. Mas dentistas dizem que, na maioria das crianças, a chupeta não provoca nenhum problema até que surjam os dentes permanentes -- por volta dos 4 a 6 anos de idade.
Mesmo assim, é uma boa idéia contar ao dentista sobre a chupeta, para que ele veja se está tudo bem com os dentes e a mandíbula da criança.
Como faço meu filho largar a chupeta?
O ideal é que seu filho largue a chupeta sozinho, pois sua necessidade de chupar algo deveria diminuir naturalmente conforme ele cresce.
Para ajudá-lo, fique de olho e, quando ele for querer a chupeta, providencie algo para substituí-la. Se ele pega a chupeta quando está entediado, ofereça alguma atividade mais interessante, como um livro para folhear, ou faça caretas engraçadas para distraí-lo.
Já se a criança tende a colocar a chupeta na boca quando está preocupada ou se sentindo insegura, ajude-a a explicar o que ela está sentindo. Faça perguntas para descobrir o que está acontecendo e conforte-a de outro jeito -- com beijos e abraços, por exemplo.
Para encorajar seu filho, elogie quando ele conseguir ficar sem a chupeta. Você também pode controlar o uso da chupeta, e deixar que ele a use só à noite ou na hora do cochilo. E procure não oferecer a chupeta. Se ele não pedir, não dê, mesmo que ele esteja acostumado a dormir com o bico.
Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. E quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois.
Mas até que a chupeta seja totalmente abandonada, seja paciente e continue com os cuidados básicos: lave bem a chupeta uma vez por dia e também quando ela cair no chão. Deixar a chupeta por alguns minutos numa solução com água e vinagre branco uma vez por dia ajuda a prevenir o aparecimento de fungos. Enxágue bem e deixe secar naturalmente. Ensine seu filho a nunca emprestar a chupeta a amiguinhos.
Quando lavar a chupeta, verifique se o bico está firmemente colado à base (para que não haja risco de ele se soltar e seu filho engasgar) e troque assim que vir algum sinal de desgaste.
Truques e estratégias para a chupeta ir embora de vez
• Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta.
• Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente, se sentindo mal. Seja firme.
• Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples -- não dê doces a ela no lugar da chupeta.
• Reforce a idéia de que crianças mais velhas não usam chupeta -- elas adoram se sentir mais crescidas.
• Incentive a criança a dar todas as chupetas para alguém -- nem que seja o Papai Noel ou o coelhinho da Páscoa. E, depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a "fada da chupeta", que deixa um presentinho em troca.
• Converse com outros pais para saber que estratégias eles usaram (os fóruns do BabyCenter são um ótimo local para isso). Há quem faça, por exemplo, um furinho na chupeta, prejudicando a sucção, e diga ao filho que a chupeta "quebrou".
• Identifique os sinais de que seu filho está pronto para largar a chupeta e aproveite o momento. Durante um resfriado, é comum que a criança rejeite a chupeta, pois precisa respirar pela boca por causa do nariz entupido. Se isso acontecer, tire as chupetas de vista e espere. Quando seu filho pedir a chupeta, não dê imediatamente. Pode ser que ele largue o hábito naturalmente.
• Invista na rotina da hora de dormir: anuncie uma mudança (um bichinho novo, a mudança do berço para a cama, um novo hábito, de ouvir música ou contar histórias de um livro, por exemplo), e explique que na nova rotina -- de criança grande -- não há espaço para a chupeta. O entusiasmo com a novidade pode ajudar.
http://brasil.babycenter.com/x3400422/o-que-fazer-para-a-crian%C3%A7a-largar-a-chupeta-1-a-3-anos?scid=br_pt_mbtw_baby_post6m1w#ixzz2Pe4XBXkp
sábado, 16 de março de 2013
Disfunção Temporo-mandibular - (eu tenho... e dói muuuuito...)
As alterações da ATM ou disfunção temporo-mandibular (DTM), é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário.
As causas das DTM são de origem multifatorial, não apresentando uma causa única, onde há vários aspectos relacionados que podem ser desde alterações na oclusão (perdas dentárias, desgaste dental, próteses mal adaptadas, etc), fatores psicológicos que provocam tensão e aumentam a atividade muscular, gerando fadiga e até os hábitos parafuncionais (roer unhas, apoio de mão na mandíbula, bruxismo entre outros), podem ocasionar prejuízos levando ao desequilíbrio da ATM e desarmonia de todo o sistema estomatognático.
Os sintomas mais freqüentes apresentados pelos pacientes são, dor de cabeça, dor de ouvido e/ou zumbidos, dor ou cansaço dos músculos da mastigação, ruídos articulares (estalos ou crepitação) e dificuldade para abrir a boca.
Para o auxílio do diagnóstico da DTM, existem várias técnicas radiológicas para diferentes regiões da articulação temporo-mandibular. Portanto, deve se levar em conta a indicação clínica para cada exame.
A ATM pode ser avaliada por meio de diversos métodos por imagem:
Radiografias Convencionais – Radiografias planas, inclusive panorâmicas, são rápidas e relativamente baratas. Porém, elas mostram somente a estrutura óssea da articulação, sendo geralmente úteis para avaliar mudanças morfológicas e processos degenerativos da doença.
Tomografia Computadorizada: Mostra os mínimos detalhes do osso, com uma dose mínima de radiação. Os custos são bastante altos e oferecem uma visão limitada do disco articular e dos tecidos moles. Porém, é a melhor imagem para avaliação de tecido duro. Quando realizadas corretamente e com precisão, permitem melhor visualização que nas radiografias convencionais.
Ressonância Magnética: Produzem imagens detalhadas e precisas do tecido mole e é considerado o melhor método para estudar a ATM. Nenhuma radiação é usada, mas como o equipamento é sofisticado os custos são altos; às vezes, acima de R$ 1.000,00 o exame para ambos os lados da articulação.
Artrotomografia: Permite o estudo posicional e funcional da articulação, inclusive do disco articular. O procedimento é realizado pela injeção de um material de contraste na articulação, seguida por radiografias ou tomogramas, vídeo ou uma combinação. Um profissional qualificado é um imperativo para interpretação do exame, o procedimento pode ser muito incômodo, porém, quando feito corretamente, a artrografia pode ser uma ferramenta de diagnóstico extremamente precisa.
Comentário: O papel do fonoaudiólogo na DTM é inicialmente, realizar uma avaliação e assim, escolher métodos e técnicas voltadas para a modificação dos fatores que intensificam a dor. É indicado o uso de massagens, termoterapia e mioterapia, tendo como objetivo um equilíbrio miofuncional e restabelecer as funções estomatognáticas.
Lembrando também que, como os fatores são multifatoriais, é necessário uma equipe transdisciplinar, como odontologia, psicologia, fisioterapia, otorrinolaringologista, neurologista entre outros.
Alunas: Érica Paulo Avelar, Raquel Keiko Kai e Rosiane Aparecida Valadão.
Orientador: Flávio Ricardo Manzi
Referências Bibliográficas:
BRITTO, Ana Teresa Brandão Oliveira. Livro de fonoaudiologia. São José dos Campos: Pulso, 2005.
Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM) e Dores Faciais. Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2010.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Por que meu filho rói unha?
O hábito de roer unhas pode começar a partir dos três ou quatro anos de idade.A onicofagia, como esse costume é chamado, pode ser considerado normal para essa fase do desenvolvimento da criança, já que o roer tem certa relação com a “independência” do pequeno.
Explicamos: é na faixa dos 3 ou 4 anos que a criança começa a fazer coisas sozinhas. É o início dos desafios, pois já não recebe tudo prontinho como na fase de bebê. Acontece que às vezes ele consegue passar pelos obstáculos apresentados. Mas outras não. E quando não consegue executar algo, o pequeno pode ficar ansioso. O que ele pode fazer para minimizar a tensão? Isso mesmo: roer a unha.
Esse hábito pode ser passageiro ou então durar até os 16, 18 anos, com picos de melhora e piora. Para alguns, pode permanecer durante toda vida.Além da tensão e ansiedade, outros fatores contribuem para esse péssimo hábito. O tédio, o cansaço e o estresse. Pouca atividade ou em excesso são prejudiciais.
Muitas vezes o roer de unhas pode ser uma imitação dos pais, do irmão ou de um amiguinho da escola e nem sempre provém de alguma ansiedade. É bom estar de olho nos modelos que a criança copia. Normalmente, a imitação é um hábito passageiro.
Algumas dicas auxiliam os pais a ajudar os filhos a cessarem o roer de unhas. Uma das mais importantes é não reforçar. Portanto, não adianta chamar a atenção ou dar bronca quando a criança estiver roendo a unha. Com isso, os pais chamam a atenção para o hábito, reforçando-o, dando a atenção que toda criança gosta – mesmo sendo uma advertência. Que coisa, né.
Castigos, colocar pimenta ou outra substância amarga nos dedos também não resolve. Para a criança, parece que os pais estão punindo-a. Não há motivo para punição, já que roer as unhas é um ato compulsivo e não porque a criança quer.
Se os pais perceberem que os filhos roem as unhas em momentos de tensão, evite que assistam a filmes ou desenhos que contenham perseguições, suspenses ou de terror.
Driblando esse mau costume - A melhor maneira de acabar ou diminuir a oniofagia é conversar e conscientizar a criança sobre o mau hábito. Dizer que é perigoso para a saúde, já que as unhas estão normalmente sujas e pode entortar os dentes. A criação de gestos para ser usado na frente de outras pessoas que só você e o seu filho saibam para que ele retire a mão da boca é importante para que não se sinta envergonhado.
Realizar atividades relaxantes com a criança e oferecer um espaço para que expresse seus medos, angustias e dúvidas são muito importantes. Promova elogios a todas as atividades que a criança consiga realizar e incentive as que não consegue. Nunca deprecie ou humilhe na frente de outras pessoas.
Se a criança estiver roendo as unhas, não chame a sua atenção. Simplesmente lhe dê um brinquedo, peça para que te ajude em alguma atividade ou peça para que cantem uma música juntos. A criança sem perceber cessará o hábito.
A preocupação pode aumentar quando a criança rói as unhas e ainda apresenta um comportamento incomum, como agressividade, medos exagerados, choro e baixa tolerância a frustração. Nesses casos, é melhor procurar ajuda especializada de um psicólogo, pois mostra que a criança não está conseguindo sozinha resolver seu conflito.
Bruno Rodrigues
Explicamos: é na faixa dos 3 ou 4 anos que a criança começa a fazer coisas sozinhas. É o início dos desafios, pois já não recebe tudo prontinho como na fase de bebê. Acontece que às vezes ele consegue passar pelos obstáculos apresentados. Mas outras não. E quando não consegue executar algo, o pequeno pode ficar ansioso. O que ele pode fazer para minimizar a tensão? Isso mesmo: roer a unha.
Esse hábito pode ser passageiro ou então durar até os 16, 18 anos, com picos de melhora e piora. Para alguns, pode permanecer durante toda vida.Além da tensão e ansiedade, outros fatores contribuem para esse péssimo hábito. O tédio, o cansaço e o estresse. Pouca atividade ou em excesso são prejudiciais.
Muitas vezes o roer de unhas pode ser uma imitação dos pais, do irmão ou de um amiguinho da escola e nem sempre provém de alguma ansiedade. É bom estar de olho nos modelos que a criança copia. Normalmente, a imitação é um hábito passageiro.
Algumas dicas auxiliam os pais a ajudar os filhos a cessarem o roer de unhas. Uma das mais importantes é não reforçar. Portanto, não adianta chamar a atenção ou dar bronca quando a criança estiver roendo a unha. Com isso, os pais chamam a atenção para o hábito, reforçando-o, dando a atenção que toda criança gosta – mesmo sendo uma advertência. Que coisa, né.
Castigos, colocar pimenta ou outra substância amarga nos dedos também não resolve. Para a criança, parece que os pais estão punindo-a. Não há motivo para punição, já que roer as unhas é um ato compulsivo e não porque a criança quer.
Se os pais perceberem que os filhos roem as unhas em momentos de tensão, evite que assistam a filmes ou desenhos que contenham perseguições, suspenses ou de terror.
Driblando esse mau costume - A melhor maneira de acabar ou diminuir a oniofagia é conversar e conscientizar a criança sobre o mau hábito. Dizer que é perigoso para a saúde, já que as unhas estão normalmente sujas e pode entortar os dentes. A criação de gestos para ser usado na frente de outras pessoas que só você e o seu filho saibam para que ele retire a mão da boca é importante para que não se sinta envergonhado.
Realizar atividades relaxantes com a criança e oferecer um espaço para que expresse seus medos, angustias e dúvidas são muito importantes. Promova elogios a todas as atividades que a criança consiga realizar e incentive as que não consegue. Nunca deprecie ou humilhe na frente de outras pessoas.
Se a criança estiver roendo as unhas, não chame a sua atenção. Simplesmente lhe dê um brinquedo, peça para que te ajude em alguma atividade ou peça para que cantem uma música juntos. A criança sem perceber cessará o hábito.
A preocupação pode aumentar quando a criança rói as unhas e ainda apresenta um comportamento incomum, como agressividade, medos exagerados, choro e baixa tolerância a frustração. Nesses casos, é melhor procurar ajuda especializada de um psicólogo, pois mostra que a criança não está conseguindo sozinha resolver seu conflito.
Bruno Rodrigues
terça-feira, 19 de abril de 2011
Motricidade Orofacial
“Motricidade Orofacial é o campo da Fonoaudiologia voltado para o estudo/pesquisa, prevenção, avaliação, diagnóstico, desenvolvimento, habilitação, aperfeiçoamento e reabilitação dos aspectos estruturais e funcionais das regiões orofaciais e cervicais.” (Comitê de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia).
Esta especialidade vem se mostrando inovadora nos ultimos anos, tornando-se o carro chefe da profissão. Seu enfoque é no desempenho de atividades que trabalham as funções orofaciais e cervicais em suas diversas interfaces: os órgãos fonoarticulatórios e suas funções estomatognáticas (sucção, mastigação, deglutição, respiração e fonação).
O especialista nesta área da fonoaudiologia relaciona-se com várias outras áreas afins, possibilitando um mercado de trabalho bastante amplo, promissor e compatível com a realidade da maioria das regiões do país, podendo atuar com vários outros profissionais como por exemplo: neurologista, pediatra, fisioterapeuta, psicólogo, otorrinolaringologista, dermatologista, gastroenterologista, cirurgião plástico, cirurgião cabeça e pescoço, cirurgião bucomaxilo facial, neonatologista, ortodontista dentre outros.
O fonoaudiólogo especialista em Motricidade Orofacial deve ter conhecimentos e habilidades específicas, conforme a descrição do Comitê de Motricidade Orofacial da SBFa:
- Conhecer anatomia e fisiologia pertinente as estruturas orofaciais cervicais,
- Compreender fatores contribuintes e causais relacionados aos distúrbios miofuncionais orofaciais e cervicais,
- Compreender os conceitos odontológicos e médicos básicos,
- Compreender inter-relações da fala, voz e os distúrbios miofuncionais orofaciais e cervicais,
- Compreender, avaliar e identificar fatores e procedimentos que afetam o prognóstico,
- Desenvolver um plano de tratamento apropriado e individualizado,
- Atuar em ambiente apropriado para a realização de serviços profissionais,
- Documentar todos os procedimentos realizados,
- Ter responsabilidades legais e éticas com clientes/pacientes,familiares e outros profissionais.
Segundo o Conselho Federal de Fonoaudiologia, o domínio do especialista em Motricidade Orofacial inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que envolvam:
a) modificações estruturais e/ou miofuncionais, associados aos problemas de fala, sucção, respiração, mastigação e deglutição;
b) problemas da fala e fluência decorrentes de alterações neurológicas ou músculo-esqueléticas;
c) alterações e/ou anomalias estruturais craniofaciais- congênitas, de desenvolvimento e/ou adquiridas- ósseas, musculares, articulares, posturais, que comprometam e/ou que se associem às funções orofaciais, temporomandibulares e cervicais;
d) alterações musculares decorrentes de alterações neurológicas-congênitas, de desenvolvimento e/ou adquiridas e suas implicações miofuncionais;
e) alterações e/ou modificações decorrentes do envelhecimento, atividade muscular deficiente e/ou excessiva em seus aspectos miofuncionais e estéticos;
f) problemas relacionados às disfunções mecânicas e neurológicas da deglutição e suas conseqüências;
g) demais alterações e/ou modificações correlatas às funções orofaciais e motricidade orofacial;
h) modificações estruturais e/ou miofuncionais, associados aos problemas de fala, sucção, respiração, mastigação e deglutição;
i) problemas da fala decorrentes de alterações neurológicas ou músculo-esqueléticas;
o) fluência e seus transtornos: gagueira, taquilalia e taquifemia.
Esta é a primeira especialização que escolhi... e estou amando!!!
Esta especialidade vem se mostrando inovadora nos ultimos anos, tornando-se o carro chefe da profissão. Seu enfoque é no desempenho de atividades que trabalham as funções orofaciais e cervicais em suas diversas interfaces: os órgãos fonoarticulatórios e suas funções estomatognáticas (sucção, mastigação, deglutição, respiração e fonação).
O especialista nesta área da fonoaudiologia relaciona-se com várias outras áreas afins, possibilitando um mercado de trabalho bastante amplo, promissor e compatível com a realidade da maioria das regiões do país, podendo atuar com vários outros profissionais como por exemplo: neurologista, pediatra, fisioterapeuta, psicólogo, otorrinolaringologista, dermatologista, gastroenterologista, cirurgião plástico, cirurgião cabeça e pescoço, cirurgião bucomaxilo facial, neonatologista, ortodontista dentre outros.
O fonoaudiólogo especialista em Motricidade Orofacial deve ter conhecimentos e habilidades específicas, conforme a descrição do Comitê de Motricidade Orofacial da SBFa:
- Conhecer anatomia e fisiologia pertinente as estruturas orofaciais cervicais,
- Compreender fatores contribuintes e causais relacionados aos distúrbios miofuncionais orofaciais e cervicais,
- Compreender os conceitos odontológicos e médicos básicos,
- Compreender inter-relações da fala, voz e os distúrbios miofuncionais orofaciais e cervicais,
- Compreender, avaliar e identificar fatores e procedimentos que afetam o prognóstico,
- Desenvolver um plano de tratamento apropriado e individualizado,
- Atuar em ambiente apropriado para a realização de serviços profissionais,
- Documentar todos os procedimentos realizados,
- Ter responsabilidades legais e éticas com clientes/pacientes,familiares e outros profissionais.
Segundo o Conselho Federal de Fonoaudiologia, o domínio do especialista em Motricidade Orofacial inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que envolvam:
a) modificações estruturais e/ou miofuncionais, associados aos problemas de fala, sucção, respiração, mastigação e deglutição;
b) problemas da fala e fluência decorrentes de alterações neurológicas ou músculo-esqueléticas;
c) alterações e/ou anomalias estruturais craniofaciais- congênitas, de desenvolvimento e/ou adquiridas- ósseas, musculares, articulares, posturais, que comprometam e/ou que se associem às funções orofaciais, temporomandibulares e cervicais;
d) alterações musculares decorrentes de alterações neurológicas-congênitas, de desenvolvimento e/ou adquiridas e suas implicações miofuncionais;
e) alterações e/ou modificações decorrentes do envelhecimento, atividade muscular deficiente e/ou excessiva em seus aspectos miofuncionais e estéticos;
f) problemas relacionados às disfunções mecânicas e neurológicas da deglutição e suas conseqüências;
g) demais alterações e/ou modificações correlatas às funções orofaciais e motricidade orofacial;
h) modificações estruturais e/ou miofuncionais, associados aos problemas de fala, sucção, respiração, mastigação e deglutição;
i) problemas da fala decorrentes de alterações neurológicas ou músculo-esqueléticas;
o) fluência e seus transtornos: gagueira, taquilalia e taquifemia.
Esta é a primeira especialização que escolhi... e estou amando!!!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Atuação Fonoaudiológica na Estética Facial
O trabalho fonoaudiológico consiste primeiramente numa triagem e anamnese oferecida ao
paciente,onde serão passadas varias orientações quanto ao funcionamento ideal da musculatura
facial,higienizacao e cuidados.
Será feito o encaminhamento a Avaliação Fonoaudiologica a fim de verificar o funcionamento
muscular e sua relação direta com as funções estomatognáticas (respiração,mastigação,deglutição,sucção e fala)alem de prevenir e identificar o aparecimento de rugas em decorrência dos excessos de expressividade facial que possam marcar a pele e hábitos posturais inadequados.
Realizada a Avaliação,o terapeuta (Fonoaudiólogo) fará o planejamento terapêutico,no qual este
consistira das seguintes etapas:
• Limpeza da pele e hidratação;
• Conscientização da importância da musculatura bem trabalhada na estética facial;
• Fortalecimento e adequação muscular no funcionamento das estruturas que compõe as funções
estomatognaticas;
• Exercícios musculares faciais gerais;
• Exercícios musculares faciais específicos e individuais;
• Massagem facial ativa;
• Manutenção muscular diária,em casa(tornar habito);
• Estimulação de pontos motores de face objetivando melhor tonificação muscular;
• Massagem passiva com trabalho de relaxamento muscular facial;
• Drenagem facial e corporal manual pré e pos cirúrgica.
A idéia das sessões de Fonoaudiologia Estética, portanto, é ensinar a relaxar os músculos,bem
como tonificar aqueles que não são tão usados,para que escapem da flacidez. Assim como no resto do corpo, não é bom que a musculatura do rosto fique fortalecida ou flácida demais. A escassez ou o excesso de mímica facial pode provocar o desgaste de fibras elásticas e colagenas, o que leva ao aparecimento de marcas de expressão. Por isso, é preciso buscar equilíbrio.
quinta-feira, 31 de março de 2011
FATORES QUE FAVORECEM O ENVELHECIMENTO FACIAL
Inúmeros são os fatores responsáveis pelo envelhecimento facial. Podemos compilar em grupos, conforme abaixo mencionado:
SOL
A pele agredida pelo sol perde a elasticidade da epiderme, favorecendo o surgimento de rugas e sulcos devido a degradação de colágeno e elastina. A pele, como meio de proteção, engrossa e endurece pela exposição solar sem proteção e cuidados adequados.
ESTRESSE
É uma situação que frequentemente estamos expostos, sendo imprescindível aprendermos os arranjos necessários para melhorar nosso nível de agitação e tolerância. Diante de situações relacionadas ao estresse, ocorrem o envelhecimento das células e diminuição do sistema imunológico.
CIGARRO
O cigarro contém inúmeras substâncias tóxicas. Estas diminuem a oxigenação das células e, assim, resulta na flacidez, ausência de brilho e elasticidade da pele. Outro fator muito importante é a diminuição da absorção da Vitamina C.
SEDENTARISMO
O sedentarismo diminui consideravelmente o tônus muscular, provocando o comprometimento da agilidade, flexibilidade, força, além de propiciar o acúmulo de gordura.
ALIMENTAÇÃO INADEQUADA
Carência de Vitaminas A, C, E e ácido fólico. Gordura e sal em quantidade elevada RADICAIS LIVRES
As células utilizam oxigênio para produzir energia e por este processo geram os radicais livres, moléculas de oxigênio instáveis criadas durante as funções metabólicas clássicas - circulação e digestão.
VENTO; POLUIÇÃO; PESTICIDAS; COSMÉTICOS AGRESSIVOS; - Estes elementos nocivos à pele, conduzem a perda de água e nutrientes, conduzindo à desidratação da pele.
SOL
A pele agredida pelo sol perde a elasticidade da epiderme, favorecendo o surgimento de rugas e sulcos devido a degradação de colágeno e elastina. A pele, como meio de proteção, engrossa e endurece pela exposição solar sem proteção e cuidados adequados.
ESTRESSE
É uma situação que frequentemente estamos expostos, sendo imprescindível aprendermos os arranjos necessários para melhorar nosso nível de agitação e tolerância. Diante de situações relacionadas ao estresse, ocorrem o envelhecimento das células e diminuição do sistema imunológico.
CIGARRO
O cigarro contém inúmeras substâncias tóxicas. Estas diminuem a oxigenação das células e, assim, resulta na flacidez, ausência de brilho e elasticidade da pele. Outro fator muito importante é a diminuição da absorção da Vitamina C.
SEDENTARISMO
O sedentarismo diminui consideravelmente o tônus muscular, provocando o comprometimento da agilidade, flexibilidade, força, além de propiciar o acúmulo de gordura.
ALIMENTAÇÃO INADEQUADA
Carência de Vitaminas A, C, E e ácido fólico. Gordura e sal em quantidade elevada RADICAIS LIVRES
As células utilizam oxigênio para produzir energia e por este processo geram os radicais livres, moléculas de oxigênio instáveis criadas durante as funções metabólicas clássicas - circulação e digestão.
VENTO; POLUIÇÃO; PESTICIDAS; COSMÉTICOS AGRESSIVOS; - Estes elementos nocivos à pele, conduzem a perda de água e nutrientes, conduzindo à desidratação da pele.
segunda-feira, 28 de março de 2011
FONOAUDIOLOGIA ESTÉTICA
Sem aplicar cremes, botóx e sem sentir dor a Fonoaudiologia Estética é um novo tratamento onde o paciente exercita, alonga e relaxa a musculatura do rosto.
O rosto é o cartão de visita, hoje em dia as pessoas se preocupam muito com o corpo, mantendo a boa forma e estão deixando de lado os tratamentos faciais.
A contração exagerada dos músculos é responsável pelo aparecimento das marcas e consequentemente facilita o surgimento das rugas.
Ao mastigar, respirar, engolir e falar errôneamente (às vezes nem nos damos conta disso) fazemos com que algumas regiões não sejam trabalhadas ou trabalhadas incorretamente. Daí a importância da Fonoaudiologia Estética que desenvolverá um trabalho de reorganização neuromuscular através da adequação das funções, relaxamento , alongamento , massagens, drenagem linfática e exercícios para as regiões do rosto e pescoço.
Benefícios da Fonoaudiologia Estética
- Fortalece e sustenta a face;
- Harmoniza o estético e o funcional;
- Aumenta a oxigenação e vascularização da pele;
-Define o contorno do rosto
-Atenua ou elimina sulcos,papadas, flacidez,rugas e marcas de expressão
- Minimiza ou elimina as mímicas faciais exacerbadas ou inadequadas;
- Equilibra as forças musculares da face e pescoço;
- Proporciona a aquisição de hábitos saudáveis orofaciais e cervicais;
- Adequa à postura, a respiração, a mastigação, a deglutição e a fala.
Contra-indicações na Fonoaudiologia Estética
- Excesso de acnes na pele;
- Realiza ou já realizou tratamento à base de isotretinoína via oral;
- Caso de cirurgia facial recomenda-se 6 meses de repouso e autorização médica;
- Pacientes que fizeram bioplastia;
- Pacientes sob efeito da toxina botulínica, conhecida como Botóx. Somente depois do efeito poderão ser submetidas à Fonoaudiologia Estética.
Tratamento
O tratamento é indicado para homens e mulheres a partir dos 30 anos. Ele também é indicado para pessoas mais velhas que queiram diminuir rugas ou linhas de expressão ou até mesmo para complementar o tratamento dermatológico ou plástico.
O tratamento na Fonoaudiologia Estética dura em média três meses, o paciente participa em torno de 15 sessões (uma sessão por semana). São realizados exercícios no consultório e em casa conforme as recomendações da fonoaudióloga.
Os resultados mostram que vale a pena!! Agende uma avaliação!
O rosto é o cartão de visita, hoje em dia as pessoas se preocupam muito com o corpo, mantendo a boa forma e estão deixando de lado os tratamentos faciais.
A contração exagerada dos músculos é responsável pelo aparecimento das marcas e consequentemente facilita o surgimento das rugas.
Ao mastigar, respirar, engolir e falar errôneamente (às vezes nem nos damos conta disso) fazemos com que algumas regiões não sejam trabalhadas ou trabalhadas incorretamente. Daí a importância da Fonoaudiologia Estética que desenvolverá um trabalho de reorganização neuromuscular através da adequação das funções, relaxamento , alongamento , massagens, drenagem linfática e exercícios para as regiões do rosto e pescoço.
Benefícios da Fonoaudiologia Estética
- Fortalece e sustenta a face;
- Harmoniza o estético e o funcional;
- Aumenta a oxigenação e vascularização da pele;
-Define o contorno do rosto
-Atenua ou elimina sulcos,papadas, flacidez,rugas e marcas de expressão
- Minimiza ou elimina as mímicas faciais exacerbadas ou inadequadas;
- Equilibra as forças musculares da face e pescoço;
- Proporciona a aquisição de hábitos saudáveis orofaciais e cervicais;
- Adequa à postura, a respiração, a mastigação, a deglutição e a fala.
Contra-indicações na Fonoaudiologia Estética
- Excesso de acnes na pele;
- Realiza ou já realizou tratamento à base de isotretinoína via oral;
- Caso de cirurgia facial recomenda-se 6 meses de repouso e autorização médica;
- Pacientes que fizeram bioplastia;
- Pacientes sob efeito da toxina botulínica, conhecida como Botóx. Somente depois do efeito poderão ser submetidas à Fonoaudiologia Estética.
Tratamento
O tratamento é indicado para homens e mulheres a partir dos 30 anos. Ele também é indicado para pessoas mais velhas que queiram diminuir rugas ou linhas de expressão ou até mesmo para complementar o tratamento dermatológico ou plástico.
O tratamento na Fonoaudiologia Estética dura em média três meses, o paciente participa em torno de 15 sessões (uma sessão por semana). São realizados exercícios no consultório e em casa conforme as recomendações da fonoaudióloga.
Os resultados mostram que vale a pena!! Agende uma avaliação!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Amamentação e Órgãos Fonoarticulatórios
Ultimamente, tem se observado campanhas enfatizando a importância do aleitamento natural, por ser o leite materno considerado o melhor alimento do ponto de vista nutricional, dando ao bebê proteção imunológica contra doenças infecciosas e alérgicas. A maior importância, ainda, é o prazer que o ato de sugar traz ao bebê, proporcionando segurança, consolo e calor, contribuindo para o seu desenvolvimento emocional e afetivo.
Além destes aspectos, a amamentação, mastigação e respiração provocarão estímulos para o crescimento da face.
No recém nascido, a mandíbula está retruída em relação à maxila e à língua alargada. Com a movimentação de rebaixamento, ântero-posteorização e elevação concomitantes durante a sucção, provocarão impulsos de crescimento ósseo mandibular. Com este crescimento, incorre na diminuição da relação distal com a maxila, favorecendo um certo posicionamento das gengivas para a erupção dos dentes, com isto, há um aumento de espaço oral e obtenção de uma correta oclusão, contribuindo para o alojamento da língua dentro das arcadas dentárias. Este processo gradativo vai proporcionar um posicionamento simétrico, mas não constante dos lábios por volta do sexto mês de vida e no final do primeiro ano há o vedamento labial e a língua fica posicionada atrás dos dentes anteriores; nesta época já se observa um padrão amadurecido de postura de lábios e língua.
Toda essa dinâmica representa estímulos funcionais para um desenvolvimento harmonioso dos OFA.
A alimentação através da mamadeira não propicia toda essa dinâmica.
Tudo ocorre de maneira diferente porque todo aquele ciclo coordenado de movimentos que acontece na amamentação natural, é realizado de maneira muito mais simples. Não há necessidade de um esforço muscular no sentido de ocluir e pressionar o bico com movimentos coordenados de lábios, língua, bochechas e mandíbula para obtenção do alimento.
A criança que não mama no peito não terá suas necessidades de sucção satisfeitas, levando muitas vezes aos hábitos viciosos como sugar dedo(s) ou chupeta.
Hábitos esses, que se prolongarem por muito tempo, trazem danos na área fonoarticulatória. A língua fica em padrão anteriorizado, entre os dentes, deformando a arcada dentária, alterando a produção de sons do tipo: "te", "de", "se", "ze" e " ne" (que podem estar sendo emitidos com a língua protruída).
Portanto, a exercitação da sucção natural é um processo que contribui para o crescimento da mandíbula, favorecendo o crescimento facial, bem como a musculatura orofacial estará maturando para adquirir força para mastigar e triturar sólidos, além de apresentar mobilidade de língua dentro da cavidade oral, propiciando um tono muscular normal que influenciará positivamente na aquisição dos sons da fala.
Fga. Nair Sanae Kiyota
Além destes aspectos, a amamentação, mastigação e respiração provocarão estímulos para o crescimento da face.
No recém nascido, a mandíbula está retruída em relação à maxila e à língua alargada. Com a movimentação de rebaixamento, ântero-posteorização e elevação concomitantes durante a sucção, provocarão impulsos de crescimento ósseo mandibular. Com este crescimento, incorre na diminuição da relação distal com a maxila, favorecendo um certo posicionamento das gengivas para a erupção dos dentes, com isto, há um aumento de espaço oral e obtenção de uma correta oclusão, contribuindo para o alojamento da língua dentro das arcadas dentárias. Este processo gradativo vai proporcionar um posicionamento simétrico, mas não constante dos lábios por volta do sexto mês de vida e no final do primeiro ano há o vedamento labial e a língua fica posicionada atrás dos dentes anteriores; nesta época já se observa um padrão amadurecido de postura de lábios e língua.
Toda essa dinâmica representa estímulos funcionais para um desenvolvimento harmonioso dos OFA.
A alimentação através da mamadeira não propicia toda essa dinâmica.
Tudo ocorre de maneira diferente porque todo aquele ciclo coordenado de movimentos que acontece na amamentação natural, é realizado de maneira muito mais simples. Não há necessidade de um esforço muscular no sentido de ocluir e pressionar o bico com movimentos coordenados de lábios, língua, bochechas e mandíbula para obtenção do alimento.
A criança que não mama no peito não terá suas necessidades de sucção satisfeitas, levando muitas vezes aos hábitos viciosos como sugar dedo(s) ou chupeta.
Hábitos esses, que se prolongarem por muito tempo, trazem danos na área fonoarticulatória. A língua fica em padrão anteriorizado, entre os dentes, deformando a arcada dentária, alterando a produção de sons do tipo: "te", "de", "se", "ze" e " ne" (que podem estar sendo emitidos com a língua protruída).
Portanto, a exercitação da sucção natural é um processo que contribui para o crescimento da mandíbula, favorecendo o crescimento facial, bem como a musculatura orofacial estará maturando para adquirir força para mastigar e triturar sólidos, além de apresentar mobilidade de língua dentro da cavidade oral, propiciando um tono muscular normal que influenciará positivamente na aquisição dos sons da fala.
Fga. Nair Sanae Kiyota
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Por que a chupeta é prejudicial?

Costumo ouvir o seguinte comentário:
"chupando chupeta na frente da fono... que vergonha..."
E as crianças devem pensar: "essa tia fono é muuuito chata!"rs
Mas, afinal, por que a chupeta é considerada prejudicial?
-A sucção da chupeta deixa os músculos das bochechas, lábios e língua flácidos, sem força e isso trará prejuízos na mastigação e deglutição. A criança não conseguirá mastigar os alimentos mais consistentes (carnes, por exemplo), tendo que a mamãe amassar bem os alimentos ou bater tudo no liquidificador, e isso não é nada bom.
-Por conta disso, o desenvolvimento da fala também será afetado já que a criança não terá força na musculatura para executar alguns sons.Lembra do Cebolinha do Maurício de Souza, que troca o “R” pelo “L”? Este é um exemplo clássico.
-Outra conseqüência é a alteração da arcada dentária como a mordida aberta e a mordida cruzada. A criança fica com os dentes tortos e com a face desarmônica, isto é, um lado do rosto diferente do outro, contribuindo ainda mais para a dificuldade de mastigar, deglutir e falar.
-A respiração é outra função que também se altera. O uso da chupeta faz com que a criança respire pela boca. A respiração oral ocasiona alteração de postura, sono agitado, com ronco, deixando a criança cansada, sem vontade de brincar, desatenta, contribuindo assim para dificuldades escolares.
. A pergunta que fica: depois de tudo isso, vale a pensa usar chupeta? E aquele momento de paz? Será que a mamãe não tem direito?!rs
Então aqui vai um conselho que vai além da fonoaudiologia, é um conselho de "fonomãe":
-Use com moderação!Não permita que a criança passe o dia inteiro com a chupeta na boca! Negocie o uso somente para a hora de dormir! Não estou dizendo que é fácil, mas diante de tantos males, vale a pena tratar este assunto com a criança o quanto antes!
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