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quinta-feira, 8 de maio de 2014

A disfagia é causada por doenças neurológicas como os acidentes vasculares encefálicos (AVE), associada a doenças neuromusculares ou ainda por câncer nas regiões da cabeça ou pescoço, entre
outras causas. O problema para deglutir apresenta 
vários sinais ou sintomas, que nem sempre são percebidos.

A família deve ficar atenta caso o paciente apresente os seguintes sinais e sintomas do distúrbio que pode ocorrer antes, durante ou após a deglutição:

 engasgos com saliva ou alimentos;
 deglutição demorada;
 deglutir várias vezes o mesmo bolo;
 retorno do alimento para a boca;
 permanência de resíduos na boca;
 perda de peso;
 baba excessiva após a refeição;
 pigarro ou tosse após a refeição;
 rouquidão ou mudança da voz após a refeição ;
 infecções respiratórias de repetição;
 dificuldade de mastigar por uso de prótese dentária;
 cansaço após alimentar-se;
 presença de febre;
 modificação do nível de consciência (por desidratação)

Podem aparecer as queixas de “garganta arranhando” ao engolir e a sensação de queimação após a refeição, que estão associadas à presença de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Estes sintomas também devem ser comunicados à equipe, pois necessita do tratamento com brevidade para não causar outras complicações, principalmente no paciente disfágico, que pode aspirar o refluxo.

COMO A FAMÍLIA PODERÁ AUXILIAR?

As condutas específicas variam de acordo com cada caso, mas existem orientações básicas ao alimentar-se um paciente que apresenta disfagia e devem ser seguidas pela família e/ ou pelo cuidador. Devem ser observadas as consistências dos alimentos liberadas pela equipe, o que será decidido, principalmente, após a avaliação fonoaudiológica e/ou exames objetivos da deglutição. Serão passadas orientações que devem ser seguidas durante todas as refeições do paciente.
Em alguns casos, o paciente não poderá receber líquidos finos, o que inclui a água e, para que não se desidrate, será necessário “engrossar” a água, o café, os sucos, outros. Normalmente, os “espessantes”, ou substâncias que engrossam os líquidos, apresentam dosagens estabelecidas nas embalagens para garantir
determinada consistência, o que auxilia a preparação da refeição. Os alimentos sólidos podem ser amassados, liqüidificados ou amaciados com líquido para adequar a consistência aceita pelo paciente. São também utilizados espessantes após liquidificar o sólido para garantir a consistência segura para o paciente
deglutir.
É importante que o estado nutricional geral e a hidratação do paciente sejam acompanhados pela equipe de nutrição. Sinais de desidratação incluem pele ressecada, ausência de suor e, às vezes, alterações no estado mental.

Exemplos de consistências:
 Pastosos: purês, mingaus
 Líquidos: sucos, café, chá
 Néctar: suco de ameixa, suco de mamão
 Líquidos engrossados: gelatina diluída, iogurte
 Semi-sólidos: amassados em pedaços, picados
 Sólidos: carnes, frutas

Por: Simone A. Finard de Nisa e Castro; Antonio Cardoso dos Santos
Parte 1.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dia Mundial da Amamentação: tire suas dúvidas sobre o aleitamento

POR LAURA TAVARES
(DISPONÍVEL EM: http://msn.minhavida.com.br/categoria/180-Especial-Amamentacao.htm)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo até que o bebê complete seis meses de idade. Ainda assim, muitas mães ficam confusas com tantas informações conflitantes que recebem ainda durante a gravidez. Se os seus seios forem pequenos, ela produzirá pouco leite? Ela deve parar de consumir alimentos light e diet? Após a amamentação, suas mamas ficarão menores e caídas?

Tomar caldo de cana e cerveja preta dá mais leite?

Não, ainda não há comprovação de que eles estimulem a produção. Durante o período de amamentação, recomenda-se que a mãe tome bastante líquido para garantir uma boa produção de leite. Entretanto, como explica a pediatra Raquel Quiles, não há qualquer estudo científico comprovando que determinadas bebidas sejam mais efetivas. Além disso, alcoólicos, bem como o tabaco, são contraindicados para mulheres em período de aleitamento, uma vez que as substâncias nocivas consumidas podem passar para o leite e, consequentemente, para o bebê.

Seios pequenos produzem pouco leite?
Não, a produção de leite não está relacionada ao tamanho dos seios."Mamas pequenas são capazes de produzir tanto leite quanto - ou até mais - as mamas grandes", esclarece a especialista. A diferença que pode ocorrer entre ambos está relacionada à capacidade de armazenamento. Nesse caso, mulheres com mamas pequenas deverão amamentar seus filhos com uma frequência maior do que aquelas com mamas grandes.

Alguns leites maternos são fracos?
Não, o leite materno é sempre o melhor alimento para o bebê. Não existe leite materno fraco. O que diferencia um leite de outro é a fase de amamentação em que a mãe se encontra. Assim, como explica Raquel Quiles, nos primeiros dias, o líquido que sai do seio materno se chama colostro. Depois, o leite começa a sair um pouco aguado. Este é o período no qual o alimento se torna mais rico em anticorpos e proteínas. Mais para frente, então, ele fica branco amarelado e espesso, sendo rico em gorduras, mas, nem por isso, menos importante que o anterior.

É ruim acordar o bebê para amamentar?
Depende das condições físicas da criança. Se o bebê estiver ganhando peso de acordo com o que havia sido previsto por seu médico e estiver mamando bem, não há necessidade de acordá-lo. Se, por outro lado, ele estiver abaixo do peso, talvez seja necessário acordá-lo.


A criança pode beber água enquanto ainda se alimenta de leite materno?

Não é necessário. Durante o período de aleitamento materno, o bebê já recebe toda a água que seu organismo necessita. Além disso, bebidas, como chás e sucos, são contraindicadas para crianças nesta fase, alerta Raquel Quiles.

Faz mal consumir alimentos light e diet durante a amamentação?
Não, se consumidos moderadamente. Em geral, alimentos light e diet têm apenas restrição de algum ingrediente ou redução da taxa de açúcar ou sódio, assim, não precisam ser cortados da dieta. Em alguns casos, porém, eles podem conter substâncias cujo uso ainda não é comprovadamente seguro durante a fase de amamentação e, por isso, é fundamental consultar seu médico previamente. "O mais recomendado é que a mãe consuma o máximo possível de alimentos frescos, deixando os industrializados para último caso", afirma a pediatra Raquel.

O regime deve ser interrompido durante a amamentação?
Sim, se a dieta for muito restritiva. "A qualidade do leite materno depende da qualidade da alimentação da mãe", ressalta Raquel. Por isso, ela deve ter uma dieta balanceada e específica para esta fase de sua vida, uma vez que a mulher que amamenta gasta mais calorias do que o normal. Dietas e medicamentos que promovem a perda de peso, portanto, devem ser evitados.

Algumas comidas alteram o sabor do leite?
Sim. O sabor do leite, assim como sua qualidade, é afetado pela alimentação da mãe. "Recomenda-se, por exemplo, que mulheres em fase de amamentação evitem consumir muito alho, pois ele muda não só o sabor, como também o odor do leite materno", conta Raquel.

É possível engravidar durante a amamentação?
Sim. Engravidar durante a amamentação é possível, mas a amamentação, desde que seja exclusiva, que a mulher não tenha menstruado e que amamente várias vezes ao dia, tem eficácia anticoncepcional de 98% nos seis primeiros meses após o parto.

Durante a amamentação, a mãe pode tomar pílula anticoncepcional?
Sim, mas depende da pílula.Nem todas as pílulas são liberadas durante o período de amamentação. "Se a mulher optar por utilizar, deve dar preferência àquelas que têm apenas progestogênio", recomenda a pediatra. Não devem ser deixados de lado, entretanto, outros métodos, como a camisinha, o diafragma e os espermaticidas, que podem ser usados em qualquer período após o parto. Já o dispositivo intrauterino (DIU) é compatível com a amamentação mesmo incluindo progestogênio.

Os seios ficam caídos ou menores após a amamentação?
Não. Logo após a amamentação, o seio pode ficar um pouco menor, justamente porque ele esvazia, mas logo voltará a encher", esclarece Raquel. Aliás, os estímulos para que ele produza leite são justamente a sucção e a sua retirada. Já a ideia de que ele ficará caído após a amamentação é lenda. Segundo a pediatra, a amamentação até melhora a estética da mama.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por que meu filho rói unha?

O hábito de roer unhas pode começar a partir dos três ou quatro anos de idade.
A onicofagia, como esse costume é chamado, pode ser considerado normal para essa fase do desenvolvimento da criança, já que o roer tem certa relação com a “independência” do pequeno.

Explicamos: é na faixa dos 3 ou 4 anos que a criança começa a fazer coisas sozinhas. É o início dos desafios, pois já não recebe tudo prontinho como na fase de bebê. Acontece que às vezes ele consegue passar pelos obstáculos apresentados. Mas outras não. E quando não consegue executar algo, o pequeno pode ficar ansioso. O que ele pode fazer para minimizar a tensão? Isso mesmo: roer a unha.

Esse hábito pode ser passageiro ou então durar até os 16, 18 anos, com picos de melhora e piora. Para alguns, pode permanecer durante toda vida.Além da tensão e ansiedade, outros fatores contribuem para esse péssimo hábito. O tédio, o cansaço e o estresse. Pouca atividade ou em excesso são prejudiciais.

Muitas vezes o roer de unhas pode ser uma imitação dos pais, do irmão ou de um amiguinho da escola e nem sempre provém de alguma ansiedade. É bom estar de olho nos modelos que a criança copia. Normalmente, a imitação é um hábito passageiro.

Algumas dicas auxiliam os pais a ajudar os filhos a cessarem o roer de unhas. Uma das mais importantes é não reforçar. Portanto, não adianta chamar a atenção ou dar bronca quando a criança estiver roendo a unha. Com isso, os pais chamam a atenção para o hábito, reforçando-o, dando a atenção que toda criança gosta – mesmo sendo uma advertência. Que coisa, né.

Castigos, colocar pimenta ou outra substância amarga nos dedos também não resolve. Para a criança, parece que os pais estão punindo-a. Não há motivo para punição, já que roer as unhas é um ato compulsivo e não porque a criança quer.

Se os pais perceberem que os filhos roem as unhas em momentos de tensão, evite que assistam a filmes ou desenhos que contenham perseguições, suspenses ou de terror.

Driblando esse mau costume - A melhor maneira de acabar ou diminuir a oniofagia é conversar e conscientizar a criança sobre o mau hábito. Dizer que é perigoso para a saúde, já que as unhas estão normalmente sujas e pode entortar os dentes. A criação de gestos para ser usado na frente de outras pessoas que só você e o seu filho saibam para que ele retire a mão da boca é importante para que não se sinta envergonhado.

Realizar atividades relaxantes com a criança e oferecer um espaço para que expresse seus medos, angustias e dúvidas são muito importantes. Promova elogios a todas as atividades que a criança consiga realizar e incentive as que não consegue. Nunca deprecie ou humilhe na frente de outras pessoas.

Se a criança estiver roendo as unhas, não chame a sua atenção. Simplesmente lhe dê um brinquedo, peça para que te ajude em alguma atividade ou peça para que cantem uma música juntos. A criança sem perceber cessará o hábito.

A preocupação pode aumentar quando a criança rói as unhas e ainda apresenta um comportamento incomum, como agressividade, medos exagerados, choro e baixa tolerância a frustração. Nesses casos, é melhor procurar ajuda especializada de um psicólogo, pois mostra que a criança não está conseguindo sozinha resolver seu conflito.

Bruno Rodrigues

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Síndrome de alcoolismo fetal causa danos permanentes no bebê

A doença é muito comum e dificilmente diagnosticada

Segundo estudos da organização mundial da saúde (OMS), 12 mil bebês nascem com a SAF (Síndrome de Alcoolismo Fetal) por ano. A organização não-governamental The National Organization on Fetal Alcohol Syndrome (Nofas) apresentou uma pesquisa em que cerca de 40 mil crianças por ano em todo o mundo sofrem de SAF, número que supera doenças como Síndrome de Down e distrofia muscular. No Brasil, não existe nenhum dado oficial que determine quantos bebês são atingidos pela doença, mas o número de casos pode ser muito grande, já que na maioria das vezes não é diagnosticada.

Com o consumo excessivo de bebida alcoólica, a substância é absorvida pelo bebê através da placenta, e é responsável por grande parte das deficiências apresentadas pelos recém-nascidos. Após o nascimento, surgem alguns sintomas, que são conhecidos como EAF (efeitos do álcool no feto) e os mais comuns são: baixo peso ao nascer, disformismo facial (lábio superior mais fino, cabeça menor do que a média), má formação de alguns órgãos e dificuldade em desenvolver habilidades, como a fala e a coordenação motora.

Segundo o Dr.Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein, tudo o que a grávida absorve, seja alimentação, bebidas ou drogas, é levado diretamente ao organismo do feto, o que pode trazer benefícios ou danos à saúde do bebê.

“É importante que as mães saibam que qualquer quantidade de álcool ingerida pode trazer riscos à saúde do bebê, e isso também vale para medicamentos e outras drogas”, explica Dr. Huberman.

Para que a SAF seja diagnosticada, é necessário que o pediatra seja informado dos hábitos da mãe na gravidez e se existe histórico de alcoolismo na família. De acordo com o Dr. Huberman, o tratamento varia de acordo com cada caso, já que cada criança apresenta sintomas específicos.