segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Como estimular a fala da criança

Pesquisa mostra que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.


Adicionar legenda
Quando meu filho vai começar a falar? Qualquer pai e mãe se faz essa pergunta e espera ansiosamente pela primeira palavra do bebê. Em média, as crianças começam a balbuciar com 1 ano. Os primeiros sons estão mais para sílabas do que palavras, como “mã” e “pa”. Mas não importa como aconteça, esse momento trará uma emoção enorme.
Para que a criança continue desenvolvendo suas habilidades com a fala, é preciso estimulá-la. O jeito mais natural de fazer isso é conversar com os bebês. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago (EUA) provou que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.Por exemplo, o ato de apontar para um livro enquanto se diz “a mamãe vai pegar um livro” facilita a memorização dessa palavra.

O estudo avaliou 50 bebês entre 14 e 18 meses e gravou vídeos enquanto eles interagiam com os pais. Uma das descobertas foi que o uso da fala associada a um contexto específico (falar “livro” quando se está perto de uma estante) variou muito de um pai para o outro. Os filhos daqueles que falavam mais palavras relacionadas ao contexto ou aos objetos em questão apresentaram um vocabulário mais amplo três anos mais tarde. Segundo os pesquisadores, com pequenos ajustes nas conversas os pais podem dar um estímulo mais eficiente à fala das crianças.
De acordo com a fonoaudióloga Ana Maria Hernandez, coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital Santa Catarina (SP), falar dentro de um contexto e fazer gestos (como apontar para o objeto) podem favorecer o aprendizado, pois é uma maneira de o adulto apresentar o mundo para a criança. No entanto, a fala também depende de vários outros fatores para se desenvolver. “Ela é uma expressão da linguagem e, como tal, resulta da integração entre diversos sistemas. A criança precisa estar com o sistema neurológico preservado, a parte motora e psicológica também”. Ou seja, até o carinho que você dá para o seu filho pode fazer diferença no desenvolvimento da fala.
A seguir, listamos algumas dicas que você pode adaptar sem muito trabalho ao seu cotidiano:
Narre o mundo
O conceito pode parecer estranho, mas na prática é muito simples. Converse com o seu bebê sobre aquilo que o rodeia. Na hora de trocar a fralda, por exemplo, vá nomeando suas ações: “vou limpar seu bumbum, vamos colocar uma fralda limpinha, você vai ficar cheiroso”. Durante um passeio no parque, apresente as árvores, a grama, os passarinhos. Apontar, como explicado na pesquisa, também é um ótimo recurso porque dá forma às palavras. A criança associa o som ao objeto e fica muito mais fácil decorar o nome dele.

Atenção ao tom de voz
Quando falamos, colocamos sempre uma entonação em nossa voz, que pode significar dor, alegria, tristeza... Não tenha medo de se expressar na frente do seu filho, porque isso vai o ajudar a decodificar as emoções.

Dê atenção e espaço para o bebê
Passar um tempo se dedicando integralmente à criança é importante para criar um ambiente emocional saudável e também para perceber o que ela tem a dizer, mesmo que não o faça com palavras. Dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos e suas vontades. Ou seja, você não precisa ficar falando sem parar na frente do seu filho achando que assim ele vai começar a falar mais cedo. Dar espaço para o silêncio também é importante – ele também é uma forma de comunicação.

Cante. Sem medo de desafinar
Além de conversar, cantar pra criança é essencial. A sonorização, a rima e o ato de cantar transformam a fala em brincadeira, e isso comprovadamente ajuda o desenvolvimento da linguagem, do vocabulário e facilita o período de alfabetização. Outro ponto forte das músicas são os refrões porque a repetição prende a atenção das crianças. Permita que seu filho conviva com diferentes sons e melodias. “Muita gente entra naquela discussão de direitos humanos, que ‘atirei o pau no gato’ passa uma mensagem de violência, mas nos primeiros anos para a criança o que importa é a sonoridade”, diz a pedagoga Eliana Santos, diretora pedagógica do Colégio Global (SP).

Leia histórias e poesias
As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Os poemas, assim como as músicas, têm ritmo e sonoridade bem acentuados. Comece com os textos de rimas diretas e, aos poucos, vá sofisticando. Vale lembrar que a leitura não pode ser mecânica. Coloque emoção e pontue cada frase.

Explore sinônimos
Quando seu filho perguntar “qual é o nome disso?”, não se contente em dar uma só resposta. Claro que nem todos os sinônimos ela vai memorizar imediatamente, mas no dia a dia procure variar o jeito como você define as coisas. Eliana dá um exemplo divertido que usava em sua própria casa: “Eu falava para lavar as nádegas em vez de bumbum. Aos poucos, a criança vai enriquecendo seu vocabulário.”

Permita a convivência
Conviver com outras crianças é importante. “Quando uma criança convive com a outra, ela observa muito e repete. Essa troca enriquece sua experiência”, afirma Eliana.

Criança aprende brincando
É isso mesmo. Nada de transformar o aprendizado da criança em algo mecânico. Se a criança está se divertindo e fazendo determinada atividade com prazer, ela aprende muito mais rápido. A dica aqui é: entre pela porta que ela abre para você. Ou seja, se ela se mostrou interessada por um livro específico, em vez de forçar a leitura de outro, ajude-a a explorá-lo. Se ela está tímida, não a obrigue a ficar no colo de todos os parentes da festa. E nada de desespero: se você prestar um pouquinho de atenção, vai identificar a vontade do seu filho em determinado momento.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nódulos, Pólipos, Cistos,Edemas, Sulcos Vocais- O que fazer agora??


   

    As patologias vocais que podem surgir após o abuso ou mau uso da voz são: nódulos, pólipos, cistos, edema, sulco vocal e fendas. Para cada uma dessas alterações vocais, um tratamento diferente, conforme descrito a seguir:


Nódulos
    Os nódulos vocais em adulto são crescimentos benignos localizados nas pregas vocais, sendo uma reação do tecido devido ao constante movimento brusco das pregas vocais, tais como: falar alto, gritar, imitar vozes; dentro outros.Os nódulos iniciais são relativamente macios e flexíveis.Neste estagio inicial, o nódulo pode estar evidente apenas unilateral e pode facilmente ser confundido com um pólipo.Os nódulos crônicos são geralmente duros, brancos, espessos e fibrosados, geralmente bilaterais, e nem sempre simétrico em tamanho. O principal sintoma vocal é a rouquidão e foco ressoantal de voz  concentrada na garganta,com tom baixo; podendo também se queixar de dor na garganta; esforço para falar.O tratamento pode ser cirúrgico quando os nódulos ainda estão pequenos e recém-adquiridos, já os maiores podem ser tratados por cirurgias com um breve período de descanso vocal seguido de terapia fonoaudiologica para uma reeducação vocal. 

Pólipos
    Os pólipos de pregas vocais são massas pedunculares ou sésseis, geralmente unilaterais,que se apresentam com aspecto por vezes gelatinoso,hialinos ou fibrosados. Se localizam entre o terço anterior e o terço médio do bordo livre da prega vocal.Uma vez que um pólipo pequeno inicie, qualquer abuso ou mau uso vocal repetido irritará a área contribuindo para seu crescimento continuo.Os principais sintomas são a ausência de timbre,rouquidão e soprosidade.O tratamento  inicial ,geralmente é cirúrgico seguido de um tratamento fonoaudiológico.No pré-cirúrgico o fonoaudiólogo deve favorecer a vibração da mucosa para facilitar a retirada do pólipo e no pós-cirúrgico o objetivo é suavizar o abuso vocal. 

Cistos
    Os cistos são tumores constituídos por secreções amareladas por um epitélio claro e transparente. O principal sintoma vocal é a rouquidão,há um enfraquecimento vocal e esforço na emissão. A incidência é maior em mulheres adultas jovens e também muito freqüente em profissionais da voz.O tratamento é cirúrgico com intervenção fonoaudiologica (pré- e pos-cirúrgico). Também observamos cansaço ao falar e dificuldades para coordenar o ar durante a fala, e cansaço. A propcepção do paciente deverá ser observada e caso necessária, trabalhada durante todo o tratamento.

Edema
    O edema refere-se a um acúmulo de fluido em algum lugar na prega vocal.Ele pode ocorrer profundamente na prega vocal ou em camadas mais superficias.Quando ocorre na primeira camada da lâmina própria ,é referido como edema de Reinke, pois o espaço de Reinke ocorre nessa camada.Edema é uma reação natural do tecido a trauma e mau uso da voz.Além de abuso vocal,o edema de Reinke crônico é mais freqüentemente associado ao fumo.Os sintomas típicos de um edema incluem um nível de freqüência abaixo do normal e rouquidão.O tratamento é cirúrgico e fonoaudiológico. A evolução do paciente depende de inúmeros aspectos inclusive da motivação do paciente para seguir corretamente o tratamento. Conhecer as motivações do paciente e averiguá-las periodicamente é imprescindível nestes casos.

Sulco
    O sulco vocal refere-se a uma valeta ao longo da margem mediana superior das prega vocais. Sua extensão e profundidade é variável,quando muito profundo parece dividir a prega na metade.A etiologia do sulco vocal é incerta embora alguns autores a atribua ao mau uso e abuso vocal.Os sintomas incluem uma qualidade de voz rouca e soprosa aparentemente devido ao fechamento incompleto das pregas vocais.O tratamento é a fonoterapia nos casos em que o sulco é relativamente raso, quando se apresenta profundo e com limites bem definidos a cirurgia esta indicada.
CONVERSE COM SEU FONOAUDIÓLOGO, AGENDE SUA CONSULTA!

Escrito por Dra. Thais

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cuidados com as mamas antes e durante a amamentação

Algumas dicas para você diminuir ou acabar com possíveis dores na hora de amamentar seu bebê.

 As mamães, principalmente as de primeira viagem, ficam muito ansiosas em relação à amamentação. São tantas dúvidas que surgem. Elas acham que vai machucar o bico do seio, que não vão conseguir amamentar e que o peito pode empedrar. São histórias que normalmente chegam aos seus ouvidos muitas vezes sem clareza. Vamos falar sobre eventuais dores na mama. Durante a gestação, a aréola do peito já se modifica para receber a boca do bebê. Ela fica mais escura e a pele dessa região um pouco mais grossa e menos sensível. Para ajudar, a mamãe pode tomar sol na região durante 15 minutos por dia, evitando o sol das 10h da manhã até as 16h. Pode também durante o banho passar uma bucha macia, sem esfregar, ou depois do banho passar a toalha de banho na região, massageando. Isso vai ajudando a região a ficar menos sensível. 

Depois que o bebê nascer, não passe nenhum produto para limpar ou hidratar as mamas, principalmente na região das aréolas, que é onde o bebê deve abocanhar. “O leite materno é o melhor produto para hidratar”, informa a fonoaudióloga Jamile Elias. Não precisa passar álcool para esterilizar o bico antes de o bebê mamar: o próprio leite já faz essa função. As mamas estão um pouco ressecadas ou começando a rachar, leite materno nelas. Passe o leite, espere secar e depois coloque o sutiã. Na hora do banho a mamãe pode lavar as mamas com sabonete e depois enxaguá-las com bastante água. O sutiã deve sustentar as mamas, com alças mais largas, de preferência de algodão, que são mais confortáveis.

 As mamas estão empedrando? Nada de colocar compressa ou banho de água quente. No começo pode aliviar, mas logo depois piora, porque aumenta a produção de leite (fiz o teste na terceira filha e realmente acontece!!). O recomendado é fazer compressa de água fria para aliviar (e alivia mesmo!).

 Nunca se esquecendo de que rachaduras e empedramento podem ser consequências de uma má pega do bebê no peito. A boca do bebê deve ficar bem aberta e abocanhado praticamente toda a aréola da mamãe. Se abocanhar só o bico pode machucar e o bebê terá dificuldade de retirar o leite.

 Lembre-se que a amamentação pode ser um período maravilhoso na vida da mãe e do filho.  Fique em um local tranquilo, coloque uma música gostosa e curta o momento!!
Consulte profissionais da saúde, como médicos pediatras, ginecologistas, fonoaudiólogos e enfermeiros.

 Bruno Rodrigues
http://guiadobebe.uol.com.br/cuidados-com-as-mamas-antes-e-durante-a-amamentacao/

Meu filho adora chupeta. Isso é preocupante?

Muitas crianças se acalmam quando chupam a chupeta e chegam a usá-la até ter 5 ou 6 anos. Às vezes a chupeta também ajuda a criança a aliviar o estresse ou a se adaptar a situações novas e desafiadoras, como começar a ir à creche ou escolinha, ou fazer uma viagem longa de carro. Há boas razões, porém, para ir convencendo seu filho de que é bom abandonar o hábito. Se ele tiver tem tendência a infecções no ouvido, por exemplo, largar a chupeta pode ser uma boa idéia. Um estudo mostrou que crianças que não usavam chupeta tinham 33% menos incidência desse tipo de infecção no ouvido médio. A chupeta também não ajuda crianças que parecem estar desenvolvendo problemas na hora de falar. O ato de sugar ou chupar mantém a boca da criança em uma posição pouco natural, dificultando o desenvolvimento dos músculos da língua e dos lábios, explica a especialista norte-americana Patricia Hamaguchi, autora de um livro sobre a fala ("Childhood, speech, language, and listening problems: What every parent should know"). Mesmo que não dê para perceber algum problema, seu filho está aprendendo a falar, e fazer isso com uma chupeta na boca pode atrapalhar o processo, alterando o modo como os sons são pronunciados e forçando a língua a descansar numa posição pouco natural. Em alguns casos, o uso frequente da chupeta faz com que a língua se projete para a frente, o que pode causar problemas nos dentes ou de ceceio (às vezes confundido com a língua presa: a língua entra no meio dos dentes na hora de falar sons como "s" e "z"). Por esses motivos, é recomendado limitar o tempo de chupeta da criança ao mínimo possível. Procure usar as chupetas pequenas e macias, como as de tamanho para recém-nascidos. Quando ela tiver por volta de 1 ano e meio, é melhor pensar em fazer a criança parar de vez. Chupetas afetam os dentes da criança? Crianças com o hábito de chupar constantemente os dedos ou a chupeta podem ter problemas com o crescimento dos dentes frontais superiores. Mas dentistas dizem que, na maioria das crianças, a chupeta não provoca nenhum problema até que surjam os dentes permanentes -- por volta dos 4 a 6 anos de idade. Mesmo assim, é uma boa idéia contar ao dentista sobre a chupeta, para que ele veja se está tudo bem com os dentes e a mandíbula da criança. Como faço meu filho largar a chupeta? O ideal é que seu filho largue a chupeta sozinho, pois sua necessidade de chupar algo deveria diminuir naturalmente conforme ele cresce. Para ajudá-lo, fique de olho e, quando ele for querer a chupeta, providencie algo para substituí-la. Se ele pega a chupeta quando está entediado, ofereça alguma atividade mais interessante, como um livro para folhear, ou faça caretas engraçadas para distraí-lo. Já se a criança tende a colocar a chupeta na boca quando está preocupada ou se sentindo insegura, ajude-a a explicar o que ela está sentindo. Faça perguntas para descobrir o que está acontecendo e conforte-a de outro jeito -- com beijos e abraços, por exemplo. Para encorajar seu filho, elogie quando ele conseguir ficar sem a chupeta. Você também pode controlar o uso da chupeta, e deixar que ele a use só à noite ou na hora do cochilo. E procure não oferecer a chupeta. Se ele não pedir, não dê, mesmo que ele esteja acostumado a dormir com o bico. Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. E quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois. Mas até que a chupeta seja totalmente abandonada, seja paciente e continue com os cuidados básicos: lave bem a chupeta uma vez por dia e também quando ela cair no chão. Deixar a chupeta por alguns minutos numa solução com água e vinagre branco uma vez por dia ajuda a prevenir o aparecimento de fungos. Enxágue bem e deixe secar naturalmente. Ensine seu filho a nunca emprestar a chupeta a amiguinhos. Quando lavar a chupeta, verifique se o bico está firmemente colado à base (para que não haja risco de ele se soltar e seu filho engasgar) e troque assim que vir algum sinal de desgaste. Truques e estratégias para a chupeta ir embora de vez • Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta. • Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente, se sentindo mal. Seja firme. • Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples -- não dê doces a ela no lugar da chupeta. • Reforce a idéia de que crianças mais velhas não usam chupeta -- elas adoram se sentir mais crescidas. • Incentive a criança a dar todas as chupetas para alguém -- nem que seja o Papai Noel ou o coelhinho da Páscoa. E, depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a "fada da chupeta", que deixa um presentinho em troca. • Converse com outros pais para saber que estratégias eles usaram (os fóruns do BabyCenter são um ótimo local para isso). Há quem faça, por exemplo, um furinho na chupeta, prejudicando a sucção, e diga ao filho que a chupeta "quebrou". • Identifique os sinais de que seu filho está pronto para largar a chupeta e aproveite o momento. Durante um resfriado, é comum que a criança rejeite a chupeta, pois precisa respirar pela boca por causa do nariz entupido. Se isso acontecer, tire as chupetas de vista e espere. Quando seu filho pedir a chupeta, não dê imediatamente. Pode ser que ele largue o hábito naturalmente. • Invista na rotina da hora de dormir: anuncie uma mudança (um bichinho novo, a mudança do berço para a cama, um novo hábito, de ouvir música ou contar histórias de um livro, por exemplo), e explique que na nova rotina -- de criança grande -- não há espaço para a chupeta. O entusiasmo com a novidade pode ajudar. http://brasil.babycenter.com/x3400422/o-que-fazer-para-a-crian%C3%A7a-largar-a-chupeta-1-a-3-anos?scid=br_pt_mbtw_baby_post6m1w#ixzz2Pe4XBXkp

sábado, 16 de março de 2013

Disfunção Temporo-mandibular - (eu tenho... e dói muuuuito...)

As alterações da ATM ou disfunção temporo-mandibular (DTM), é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário. As causas das DTM são de origem multifatorial, não apresentando uma causa única, onde há vários aspectos relacionados que podem ser desde alterações na oclusão (perdas dentárias, desgaste dental, próteses mal adaptadas, etc), fatores psicológicos que provocam tensão e aumentam a atividade muscular, gerando fadiga e até os hábitos parafuncionais (roer unhas, apoio de mão na mandíbula, bruxismo entre outros), podem ocasionar prejuízos levando ao desequilíbrio da ATM e desarmonia de todo o sistema estomatognático. Os sintomas mais freqüentes apresentados pelos pacientes são, dor de cabeça, dor de ouvido e/ou zumbidos, dor ou cansaço dos músculos da mastigação, ruídos articulares (estalos ou crepitação) e dificuldade para abrir a boca. Para o auxílio do diagnóstico da DTM, existem várias técnicas radiológicas para diferentes regiões da articulação temporo-mandibular. Portanto, deve se levar em conta a indicação clínica para cada exame. A ATM pode ser avaliada por meio de diversos métodos por imagem: Radiografias Convencionais – Radiografias planas, inclusive panorâmicas, são rápidas e relativamente baratas. Porém, elas mostram somente a estrutura óssea da articulação, sendo geralmente úteis para avaliar mudanças morfológicas e processos degenerativos da doença. Tomografia Computadorizada: Mostra os mínimos detalhes do osso, com uma dose mínima de radiação. Os custos são bastante altos e oferecem uma visão limitada do disco articular e dos tecidos moles. Porém, é a melhor imagem para avaliação de tecido duro. Quando realizadas corretamente e com precisão, permitem melhor visualização que nas radiografias convencionais. Ressonância Magnética: Produzem imagens detalhadas e precisas do tecido mole e é considerado o melhor método para estudar a ATM. Nenhuma radiação é usada, mas como o equipamento é sofisticado os custos são altos; às vezes, acima de R$ 1.000,00 o exame para ambos os lados da articulação. Artrotomografia: Permite o estudo posicional e funcional da articulação, inclusive do disco articular. O procedimento é realizado pela injeção de um material de contraste na articulação, seguida por radiografias ou tomogramas, vídeo ou uma combinação. Um profissional qualificado é um imperativo para interpretação do exame, o procedimento pode ser muito incômodo, porém, quando feito corretamente, a artrografia pode ser uma ferramenta de diagnóstico extremamente precisa. Comentário: O papel do fonoaudiólogo na DTM é inicialmente, realizar uma avaliação e assim, escolher métodos e técnicas voltadas para a modificação dos fatores que intensificam a dor. É indicado o uso de massagens, termoterapia e mioterapia, tendo como objetivo um equilíbrio miofuncional e restabelecer as funções estomatognáticas. Lembrando também que, como os fatores são multifatoriais, é necessário uma equipe transdisciplinar, como odontologia, psicologia, fisioterapia, otorrinolaringologista, neurologista entre outros. Alunas: Érica Paulo Avelar, Raquel Keiko Kai e Rosiane Aparecida Valadão. Orientador: Flávio Ricardo Manzi Referências Bibliográficas: BRITTO, Ana Teresa Brandão Oliveira. Livro de fonoaudiologia. São José dos Campos: Pulso, 2005. Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM) e Dores Faciais. Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2010.

Enfrentando preconceitos!

O leite materno traz inúmeros benefícios para o bebê, mas as mães que amamentam seus filhos em público estão no centro de uma questão polêmica. Desde que alimentou sua filha Blue Ivy em um restaurante nos Estados Unidos, a cantora Beyoncé se tornou uma espécie de porta-voz da amamentação em locais públicos. O debate em torno da amamentação em locais públicos teve seu ápice nas últimas semanas, quando uma mãe foi convidada a se retirar por amamentar seu filho dentro de uma loja americana de departamentos. Em resposta, centenas de mães se dirigiram para a frente de filiais da rede e amamentaram seus bebês. “Mamaço” divide opiniões No Brasil, uma manifestação semelhante, conhecida como “mamaço”, foi organizada no ano passado, em um espaço cultural de São Paulo. O protesto aconteceu como resposta a uma mãe que foi impedida de amamentar seu filho no local. A instituição se justificou dizendo que a funcionária interpretou de maneira equivocada uma regra interna, que proíbe o consumo de alimentos próximo às obras de arte. Particularmente nos Estados Unidos, a atitude da cantora Beyoncé promove uma discussão importante, já que a taxa de mulheres negras que amamentam seus bebês é considerada baixa. Como muitas jovens negras americanas se espelham no comportamento da cantora, ativistas do movimento em prol da amamentação acreditam que elas possam compreender melhor a importância do leite materno para a vida do bebê. Leite materno diminui risco de diabetes e obesidade na vida adulta A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação exclusiva (sem necessidade de oferecer água, chás e alimentos) até os seis meses de idade, mas reconhece que os benefícios são maiores se a criança for amamentada até os 2 anos. De acordo com a instituição, o leite materno protege o bebê contra infecções respiratórias e no ouvido, e diminui os riscos da Síndrome da Morte Súbita do Lactente, quando um bebê saudável morre sem motivo aparente durante o primeiro ano de vida. Estudos recentes ainda sugerem que crianças e adultos que foram amamentados apenas com leite materno são menos propensos a diabetes e obesidade e tenderiam a ser mais inteligentes. Por Renata Demôro * link http://gnt.globo.com/maes-e-filhos/noticias/Beyonce-alimenta-filha-em-restaurante-e-inflama-polemica-da-amamentacao.shtml